Um amigo chamou-me à atenção um artigo no Jornal de Negócios Online, relacionado com as amortizações de créditos versus investimento em acções. O artigo é: Amortizar crédito ou investir em acções? Eis a questão. O artigo fala das amortizações e do investimento das acções em geral, e aconselho porque tem informação relevante. A conclusão é a seguinte:
Conclusão: se tem dívidas com elevadas taxas de juro (crédito ao consumo, crédito pessoal ou cartão de crédito, por exemplo), amortize-as já. Se tem estômago para aguentar a volatilidade bolsista durante mais de uma década, então opte por investir num cabaz de acções ou em fundos de acções. Se prefere a tranquilidade que lhe garante a amortização do crédito à habitação e a redução simultânea do prazo da dívida, avance para essa opção.
Concordo perfeitamente com esta conclusão, se bem que ele podia ter posto na equação a poupança sem risco, tal como referi no meu artigo em que não defendo as amortizações. No mercado actual colocar tudo em acções é demasiado arriscado… a seguir por essa alternativa mais valeria investir somente uma percentagem do dinheiro, e guardar o resto em poupanças.
Nota também que eu não defendo as amortizações em créditos habitação, mas tudo o que seja créditos rápidos e de taxa elevada (como os cartões de crédito), devem ser sempre a primeira coisa a abater. Sempre!
Ainda assim é bom ver estes artigos e gostava que cada vez se analisassem mais estes assuntos.



















PAC
14/06/2010 at 10:48 AM
O problema de Poupanças vs Amortizações é que está-se a comparar o rendimento das poupanças contra os juros do crédito. E na maioria dos casos, os juros do credito ganham ao juros das poupanças, por isso rende mais abater juros altos que obter juros pequenos.
O exemplo dado no artigo refere um rendimento de 7% ao ano em acções! Eu não conheço ninguem que consiga isso de forma sustentada.
Esse rendimento de 7% (ou 8,qqcoisa%) ao ano é o rendimento médio das acções ao ano desde 1900.
O problema das médias é que esta é parecida com todos mas ninguem é médio.
O comum dos mortais quando investe na bolsa é para dar a ganhar ao incomum dos mortais.
Arzebiuzado
14/06/2010 at 11:12 AM
É certo que as taxas de juro dos créditos face aos rendimentos de poupanças são mais altas, e rende mais amortizar. Amortizar 5k ou pôr 5k num DP, vai render mais amortizar, sem dúvida. A questão é: qual é a diferença? 100€? Vale a pena o risco de perder os 5k e amanhã precisar deles por 100€ anuais?
Isto claro, é a minha visão que sai um bocado ao lado da tua. :)
Em último caso o pais estaria muito melhor se todas as pessoas seguissem ou pelo teu caminho ou pelo meu. O problema é que a maior parte segue pelos créditos. E este artigo não é muito útil, porque pôe em cima da mesa acções, que é algo que as pessoas comuns devem evitar a todo o custo.
Sérgio Saraiva
14/06/2010 at 5:53 PM
Abatar… Já foram feitos montes de estudos sobre isso… Pode parecer pouco porque o que corta nas prestações mensais normalmente é pouco, mas feitas as contas a não sei quantos anos tipicamente dá o equivalente a grande taxas de juros.