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Archive for August, 2010

Mergulho #15 – Açores, Ilhéu Leste

31 Aug

Depois de termos ido nadar ao Ilhéu de Vila Franca, calhou-nos ir mergulhar na parte leste. Neste dia tivemos o azar de ter um mar muito complicado, com muita ondulação. Estar ao pé do ilhéu não ajudou já que ainda havia mais movimento de ondas. Quando chegámos ao spot já me sentia muito mal disposto e apressei-me para ir para água e esperar que o frio da água me acalmasse.

O mergulho em si correu bem, tal como o do dia anterior. Vimos uma paisagem muito bonita e em termos de fauna vimos polvos e moreias. Nunca vi tantas moreias… algo que antes para mim era super interessante tornou-se banal.

Imagem retirada da wikipedia

Quando subimos ainda fiquei um pouco na água à espera dos restantes mergulhadores, pois já sabia que se subisse para o barco ia passar mal. Mas a ameaça de alforrecas fez-me apressar. No barco não aguentei muito tempo e vomitei pela primeira vez. Não foi agradável mas foi pelo melhor já que me fiquei logo a sentir bem. Voltámos à marina todos partidos e com mais um mergulho marcado para umas horas mais tarde.

  • Profundidade Máxima: 21.4 metros
  • Profundidade Média: 11.5 metros
  • Temperatura da Água: 18.7º
  • Tempo de Mergulho: 41 minutos
  • Bars consumidos: 170 (4.1 bar por minuto)
  • Tempo total de mergulho até hoje: 489 minutos
 

Ilhéu de Vila Franca do Campo

30 Aug

Ouvimos sempre falar de vários sitios de interesse nos Açores, mas eu nunca tinha ouvido falar no Ilhéu de Vila Franca do Campo.

Devo dizer que esta foi uma das minhas paragens favoritas nestas férias nos açores. Para aceder ao ilhéu é necessário apanhar um barco na marina de Vila Franca do Campo. O ilhéu é como que um anel partido onde no centro se encontra uma pequena lagoa. Algo que não podemos deixar em terra para visitar o ilhéu é o snorkel, pois esta baia tem imensa vida. E em maré baixa a água dá-nos pela cintura. Temos tanta vida visível que eu vi mais animais nesta baia com água pela cintura que em muitos mergulhos que já fiz.

Este cenário também foi uma oportunidade única para as nossas babes terem um gostinho do que é o mergulho. A minha babe por exemplo viu frutos em ter começado a aprender a nadar e adorou aquilo. Ia com a máscara e o snorkel e apontava vários peixes. Desde linguados, tainhas, rainhas até a uma colónia de centenas de peixes bebés.

Quando a maré começou a encher vieram alguns convidados não desejados como as alforrecas. Uma delas deu uns carinhos a um dos meus amigos:

Ficou algo feiote mas passou rápido. Os nadadores salvadores deram um creme para colocar para ajudar a sarar. Mas ele não ficou muito mal, ficou pior quando o Benfica perdeu umas horas mais tarde!

 
 

Mergulho #14 – Açores, Baixa das Castanhetas

29 Aug

Um dos objectivos das férias na ida aos Açores era fazer uns mergulhos. Os Açores têm boa fama de spots para mergulho pelo que fomos com o equipamento atrás e reservámos cinco mergulhos.  Logo no dia seguinte à chegada tivemos um mergulho na Baixa das Castanhetas. Fizemos todos os mergulhos na Espírito Azul, e ficámos muito satisfeitos com eles.

Na baixa das castanhetas há como fauna de interesse três meros grandes, e o objectivo era vermos pelo menos um deles.

Foto retirada da wikipedia

E conseguimos de facto ver um mero enorme. Nunca tinha visto um animal tão imponente dentro de água. Muito bonito e poderoso. Fora o mero vimos muitas moreias entre outros peixes mais comuns. À subida também apanhámos algumas alforrecas, pelo que tivemos de nos despachar.

A visibilidade era fenomenal para nós, mas eles disseram que estava super má. Estão mal habituados… Foi um passeio muito agradável este mergulho, onde tudo correu lindamente. Gostei especialmente de começar a descida e ver uma parede de bolhas de ar vindas dos outros mergulhadores. Como costumo mergulhar com má visibilidade nunca tinha visto nada daquilo.

Dados do mergulho;

  • Profundidade Máxima: 26.3 metros
  • Profundidade Média: 16.6 metros
  • Temperatura da Água: 18.7º
  • Tempo de Mergulho: 31 minutos
  • Bars consumidos: 200 (6.4 bar por minuto)
  • Tempo total de mergulho até hoje: 448 minutos
 

Centro de Mergulho Espírito Azul

28 Aug

Antes de irmos para as férias nos Açores contactámos vários centros de mergulho e já tinhamos tudo combinado com um deles. Uma semana antes ligamos para confirmar e eles informam-nos que houve um aumento de 40% no preço. Claro que os mandámos dar uma volta, e começámos à procura de outro centro de mergulho.

No meio deste azar tivemos a sorte de fazer negócio com a Espírito Azul (blog, facebook). Pessoal impecável e muito bem preparado, iam-nos buscar à pousada e ainda permitiram que deixássemos o equipamento lá arrumado, o que ajudou bastante.

Em suma, se procuram um centro de mergulho nos Açores, esta casa recomenda a Espírito Azul.

PS: Como bónus, há uma casa de Queijadas da Vila mesmo ao lado, que é divinal.

 
 

Vídeos GEO RAID – Serra da Estrela

27 Aug

Já cá falei há algum tempo da tão interessante prova que é o GEO RAID. Há uns dias sairam uns vídeos dos dois dias de prova na Serra da Estrela. De facto muito apelativo. Fica aqui de seguida para verem.

 

Campismo em Matalascañas

26 Aug

É normal ir acampar com amigos todos os anos. De facto ficam umas férias mais económicas e em maior contacto com a natureza. O ano passado fomos para o sul de Espanha, nomeadamente para Matalascañas.

Este é o monumento de Matalascañas, que ficava numa praia a 10 minutos a pé do parque de campismo. Tivemos a sorte de ficar num parque mesmo ao pé da praia. Também tivemos sorte de ser em Espanha e de os espanhóis terem uma rotina bastante diferente da nossa, o que quer dizer que em hora de comer ou tomar banho, as instalações estavam sempre vazias porque eles as usávamo noutras alturas.

Pode parecer uma contradição, mas uma das grandes vantagens do campismo é a alimentação. É certo que não há frigorífico nem grandes condições, mas há algo nestas refeições que me seduz. Tudo começa de manhã enquando temos de ir comprar o almoço. Faz-se a ronda pelo pessoal e anota-se as encomendas. Depois é ir ao mercado comprar tudo fresquinho. À hora do almoço raramente se foge dos grelhados. Comida fresca, saborosa e saudável. E tudo ao ar livre.

Não sabemos se foi daquele ano ou se os espanhóis não gostam muito de acampar. Mas o parque estava muito vazio. O que para nós nem nos incomoda, já que ficamos mais à vontade. Nestes dias a rotina não muda muito: é praia, tratar de refeições, lavagens e domir. Nos entretantos há sempre os jogos de grupo como o Super Party e essas coisas. É muito bom para o relax.

Estavamos a uma hora do famoso parque Isla Mágica, pelo que reservámos um dia para lá ir. O parque é muito bonito e é preciso um dia para ver aquilo tudo. Eles adoraram, já eu não gosto muito destas coisas de vir em queda livre ou montanhas russas muito radicais. Por isso passei ao lado da maior parte das diversões. Ainda assim gostei de conhecer, mas dificilmente me convencem a lá voltar.

 
 

Grande Braga!

25 Aug

Adorei ver o Braga a despachar o Sevilha! Este Braga faz lembrar o Boavista europeu de outros tempos. Espero que continuem a crescer com estabilidade e que não se deixem ir abaixo. E espero que tudo lhes corra bem na champions.

É sempre interessante quando uma equipa mais modesta despacha outra em que só um avançado vale mais que todos os seus jogadores. E o Sevilha nem jogou muito mal… simplesmente não jogou o suficiente!

 
 

Viagem a Frankfurt

25 Aug

Em Novembro de 2009 tive a oportunidade de ir pelo segundo ano consecutivo à bonita cidade alemã de Frankfurt. A diferença é que este ano se proporcionou mais tempo para passear e conhecer a cidade.

É uma cidade com uns prédios enormes, mas muito calma. De facto, faz-nos pensar onde estão todas as pessoas. Na rua não vemos muitos carros, mas vemos muita gente de bicicleta, mesmo com frio. Frankfurt é uma cidade plana pelo que é ideal para ir de bicicleta para o trabalho. Provavelmente a maior parte das pessoas vai para o trabalho de transportes públicos. É outra grande diferença para Lisboa, eles têm uma rede de transportes público de respeito. Embora se note que é bastante mais antiga que a nossa, também é certo que é bem mais completa.

O idioma foi um problema inesperado. Na nossa mente toda a gente do mundo sabe falar inglês, mas percebemos da pior forma que os alemães são tão nacionalistas que a maior parte não sabe falar inglês. Era mesmo complexo conseguirmos obter informações. Não será de espantar já que o contacto com inglês que eles têm não é muito, já que até dobram todos os filmes

Quando lá chegámos e queriamos comprar bilhete para uma determinada estação demos com esta máquina de bilhetes. Toda em alemão e com indicações que para nós são aliens. Isto porque pelo que percebemos eles quando compram um bilhete não é para a Estação A, mas sim para a Rua X, e a máquina dá que a estação mais perto é a Estação A. Por isso há aquela lista enorme de locais, toda em alemão que não nos ajudou nada.

Mais engraçado é que quando chegámos a esta máquina era quase meia noite e as ruas estavam vazias. E os poucos alemães que vimos não sabiam inglês para nos ajudar. Ainda assim lá arranhámos a coisa, mas penso que só saberiamos se comprámos um título correcto se por acaso tivessemos apanhado um pica.

Mas estas situações nem causam mau estar, pois contribuem para uma aventura mais divertida. Passámos bons momentos naquela cidade, eu pelo menos fiquei fã. Era um tipo de cidade em que gostava de viver. Calma, com ciclovias em todo o lado, muito limpa, etc.

Uma curiosidade sobre a cidade é que por lá não vimos pombos, mas vimos… coelhos. Quando andavamos pelo parque à noite era natural ver pazadas de coelhos pela relva. O que nos leva à comida… é esquisito quando saimos domingo à tarde para comer e está tudo fechado! Tudo! Mais complicado ainda foi tentar comer comida tradicional de Frankfurt. Com algum esforço conseguimos ir a uma tasca muito maneira e comer alguns dos petiscos da zona. Uns melhores que outros, mas todos a fazer-nos sentir falta de Portugal.

Frankfurt é uma cidade muito bonita e aconselho a visita. Só tenho pena de não ter passado pelo zoo.

 
 

Viagem de Finalistas a Punta Cana

24 Aug

Em 2006 fiz a minha primeira viagem de avião para o estrangeiro. Até aí só tinha ido para fora com os meus pais, e para Espanha. Nunca tinha andado de avião e estava bastante nervoso e ansioso. Foram também as primeiras férias que paguei do meu bolso, fruto do meu trabalho. Nesta viagem fomos uns 30 colegas. Tivemos  a sorte de ter um colega que organizou tudo, só precisámos de pagar e saber quando apanhar o avião. Parecendo que não, estas coisas dão muito trabalho e é sempre bom quando alguém toma essas rédeas.

Esta imagem acima é a marca do resourt em Punta Cana, muitas piscinas, bebidas à descrição, muito sol e comida. Além do resourt tinhamos praia relativamente perto. Eu que sou muito mariquinhas com a água fria, adorei estar naquelas águas quentes. Os primeiros dias foram só boa vida a aproveitar as modormias do resourt.

Mas a verdade é que este tipo de férias me satura. Se é para estar a torrar ao sol e a comer e a beber há sitios mais em conta e mais perto. O que eu gosto é de conhecer coisas novas e estar sempre activo a fazer alguma actividade. Conseguimos fazer alguns passeios que nos permitiram conhecer os cantos mais turisticos da ilha.

Paisagens muito bonitas, perdidas num país muito pobre. Quando não estavamos a passear iamos para a praia experimentar coisas novas. Andámos muito de kayak e até experimentámos catamarã, que teve muito sucesso. Especialmente quando perdiamos o vendo e ficávamos no meio da água parados. Mas a actividade que mais me tocou foi o snorkling. Estar a nadar naquelas águas cheias de vida foi muito importante para me decidir a praticar mergulho.

Até conseguimos fazer um baptismo à borla. Foi a primeira vez que experimentei um regulador e confesso que foi uma experiência estranha. Estar a respirar por aquilo debaixo de água parece que nos faz faltar o ar. Felizmente habituei-me bem. Gostámos tanto do baptismo de mergulho que fomos logo saber como mergulhar. Na altura não sabiamos nada de certificações e formações, não sabiamos nada da teoria necessária. Ainda assim teriamos arriscado não fossem os preços. Com tudo a rondar os 300$, era demasiado para a nossa carteira de estudantes. Talvez tenha sido pelo melhor, já que depois fizemos os cursos e estamos muito mais preparados. Não sei qual seria a minha reação ao descer e começar a precisar de equalizar sem saber sequer o que isso era.

Em suma, foi uma experiência notável, mas por certo não lá irei voltar. É a velha história do been there, done that, agora há tanta coisa bonita para conhecer neste nosso mundo, que quero é ir a sítios novos.

 
 

De volta dos Açores

23 Aug

Regressei esta madrugada das minhas férias nos Açores, nomeadamente em São Miguel, e fiquei mega fã desta ilha. Portanto, daqui a uma semanita, podem contar com 500 mil artigos sobre os Açores!