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Archive for January, 2011

E já lá vai um ano…

31 Jan

Fez dia 18 de Janeiro um ano que comecei a aventura a dois. Bem, não comecei… começámos. Os primeiros tempos foram complicados para mim. Foi difícil deixar uma casa cheia de movimento, com um Newton sempre presente, para uma casa onde grande parte do tempo estava sozinho. Nos meus pais tinha o meu quarto à minha maneira, o meu retiro do guerreiro. Cá em casa não tinha nada. No meio de tanta coisa o acréscimo de tarefas domésticas ainda foi o mal menor.

Ela apercebeu-se disso. Desde logo se esforçou por começarmos a tornar a casa o canto dos dois. Só a cozinha e o quarto estavam terminados, todas as outras divisões ainda estavam muito despidas. Ela esforçou-se para que eu participasse na decoração e organização do espaço, apesar de serem coisas a que não ligo. A verdade é que com o tempo me fui habituando ao meu novo lar. Começou a haver coisas minhas, coisas nossas e coisas dela.

Hoje já não me vejo a viver com os meus pais. Eu adoro os meus pais, mas há algo nesta independência que já procurava há bastante tempo. Foi um passo complicado de dar, por várias razões. Mas se hoje me sinto feliz e realizado, em muito se deve a ela e a tudo o que construímos até hoje.

 

A Responsabilidade nos Atrasos

28 Jan

É normal que um projecto que se atrase. A responsabilidade é sempre complicada de averiguar mas a verdade é que todos nós temos as nossas teorias, e normalmente os culpados são os chefes. Afinal de contas quando as coisas correm mal a responsabilidade é deles. Quando há atrasos pode ser necessário pedir esforço extra aos colaboradores. Há chefes que o conseguem facilmente, outros nem por isso. A verdade é que tirando os workaholics ninguém gosta de trabalhar a mais, até porque isso nos prejudica a produtividade.

Estou a falar deste assunto porque dois colegas meus entraram num novo projecto este mês. No primeiro dia, estavam lá às 10h como combinado, mas afinal não havia ninguém para os receber. Tiveram de voltar à tarde. Antes de poder começar a trabalhar, tiveram de instalar e configurar as suas máquinas.. O manager, esteve doente e só chegou uma semana depois. E disse: “é preciso fazer X tarefas nas próximas 3 semanas”. Ao que foi respondido: “Não me parece realista que isso seja fazível”. Ao que o manager respondeu: “mas tem de ser”.

Faz-me lembrar um projecto antigo em que o cliente tinha 3 meses para fazer algo. Ficava os 3 meses a projectar a coisa, e depois no último dia enviava as especificações e dizia que tinha de estar pronto amanhã. Quando há atrasos sobra sempre para alguém. Há sempre o jogo de culpas e as politiquices a entrar em cena. Os chefes entram na dança das culpas e os operários ficam com a fava das horas extra. O problema é que no meio disto tudo, são os operários que têm menos culpa, mas são eles que vão ter de trabalhar para compensar as falhas dos seus superiores.

 
 

Jogo Battle City

27 Jan

Este foi um dos primeiros jogos de computador que me passou pelas mãos. Foi na velhinha family game, consola a 8 bits da candonga. Aqui há uns anos o que eu procurei por este jogo. Mas sem saber o nome foi uma missão que não deu em nada. Eu bem que procurava por old tank game, e não encontrava nada. Isto porque o nome é Battle City.

Eu mais um ou outro amigo passavamos tardes a jogar isto. Engraçado como algo tão simples era tão viciante. Eram outros tempos.

 
5 Arzebius

Artigo por Arzebiuzado em Jogos

 

Queijaria Monte da Vinha

26 Jan

Vi há instantes na TV uma reportagem sobre a Queijaria Monte da Vinha (facebook). É uma história de sucesso no empreendorismo muito interessante e com a qual me identifiquei. A empresária Joana Garcia, antes de começar este negócio, era advogada com um bom rendimento. Mas havia ali algo que faltava… tinha muito stress, muito trabalho e não se sentia realizada (exactamente o meu conceito de corporate whore). Então, e porque é natural de terra de queijos e porque tem familia no negócio do leite, aceitou o desafio do pai em criar uma queijaria.

Conseguiu fundos europeus e do estado para fazer o bootstrap e lá embarcou na nesta aventura. Foi complicado ao inicio, diz ela que demorou um ano a perder dinheiros e a estragar queijo até chegar à receita para o seu ideal de queijo. Um queijo pequeno e cremoso, exactamente o que o mercado pedia. Hoje tem um produto de qualidade e sucesso. Diz que continua cheia de trabalho e stress, mas é tudo diferente. É ela que gere o seu tempo, é ela que decide como enfrentar tudo o que aparece pela frente.

 

Eu e a Matemática

25 Jan

Já cá mostrei um video que defende que o nosso modelo de ensino está errado. Hoje vou aqui apresentar a forma como eu me fui adaptando à matemática. Tudo começou na primária. Já na altura eu era super perguiçoso, pelo que a ideia de ir para casa decorar a tabuada me chateava bastante. Em vez de decorar a tabuada eu comecei a apanhar truques para não ter de o fazer. Reparei que 4×3 era simplesmente 4+4+4. Então quando a professora me perguntava quanto era 4×4 eu facilmente fazia: 4 e 4 8, e 8 16. Para multiplicadores pequenos era fácil, para os outros comecei a apanhar mais truques. Multiplicar por 5 ou 10 é sempre fácil. Então eu começava a ajustar o ponto de início. Para fazer 5*7 fazia primeiro o mais próximo, que era 5*5 = 25 e depois somava 10 e lá tinha o 35. Se me perguntavam 9*8, eu sabia que era o mesmo que 8*9 que era simplesmente 80-8.

Ainda hoje eu não sei a tabuada de cór. E ainda assim completei um curso com um nível de matemática elevado. Olhando para trás, lembro-me de que era penalizado pela professora porque demorava um bocadinho a dizer a resposta. Tinha de a calcular. Não podia ser, tinha de ser de cór e ter tudo na ponta da língua. Hoje, é-me claro que o meu pequeno processo de perguiçoso é muito mais importante que saber as tabuadas todas de cór.

Apesar de me ter sempre safado a matemática, a verdade é que nunca tive especial aptidão ou gosto por esta disciplina. Mas eu só encontrei matemática a sério na universidade. Digamos que a matemática do secundário é uma tanga. Quando cheguei à universidade dei de caras com uma matemática muito mais complexa, e mesmo assim fui-me safando. Quando penso qual seria a diferença para o secundário, parece-me óbvio: são os professores. Na universidade apanhei professores muito mais qualificados que no secundário.

Mesmo na universidade tive de apanhar truques. Após ter chumbado o primeiro semestre a matemática e álgebra, comecei o segundo disposto a não voltar a ficar para trás. Eu, como perguiçoso, não fazia os trabalhos de casa. Em contrapartida ficava super atento nas aulas. Ao ver os professores a resolver os exercícios eu comecei a apanhar um padrão: não era preciso ter uma grande mente para os resolver. Só era preciso aplicar uns 3-5 truques que eles iam explicando. Além de não fazer so TPCs, raramente escrevia algo nas aulas. Estava sempre super atento a ver como é que os professores pegavam nos problemas e os resolviam. E aprendia a fazer como eles. Isto funcionava com os professores que realmente resolviam os problemas em voz alta na sala. Apanhei vários professores assim e consegui fazer várias cadeiras à primeira, mesmo as consideradas mais difíceis. Ironicamente chumbei algumas mais fáceis exactamente porque os professores espetavam matéria no quadro e não davam exemplos de valor.

Naquela altura comecei a aperceber-me que conhecimento é diferente de inteligência. Se me dessem os conhecimentos/ferramentas eu conseguia safar-me. Se não dessem, como eu era perguiçoso também não os procurava e não tinha a inteligência necessária naquela área para ter sucesso.

A verdade é que o método que me assentava, provavelmente choca com outras pessoas. Isto porque todos somos diferentes e temos aptidões diferentes. Quando se fala tanto nos maus resultados dos portugueses na matemática e relembro a minha história não me espanta nada.

Recordo ainda a história de um dos meus melhores amigos, que chumbou duas vezes no secundário e fez um curso de engenharia sem perder um ano. Ou da minha mana, que também chumbou um ano por causa de matemática e depois completou um curso superior sem perder um ano.

Em termos de finanças públicas, podemos todos concordar que isto é péssimo! É o exemplo de duas pessoas que atrasaram a entrada no mercado de trabalho 1/2 anos por causa de um professor de matemática. Se formos a contabilizar os impostos que o país perde por casos destes, começa a ficar significativo. E ainda assim sempre que vejo os professores em greve, nunca os vejo preocupados em aumentar a sua produtividade ou melhorar resultados.

 
 

Modelo de Segurança Social

24 Jan

Num almoço de familia ouvi falar de um país[1] onde há um tecto máximo na reforma de 1700€. Ninguém recebe mais que aquele valor. Num casal, seria no máximo 3400€.  A ideia é que na reforma as pessoas já não têm casa para pagar, nem filhos para educar, e aquele valor é mais que suficiente para as suas necessidades. Neste caso é possível libertar os mais novos, que estão a começar a vida e que precisam mais de dinheiro.

Mas há que ser justos. Uma pessoa quer recebeu de ordenado 5000€ a vida toda, não faz sentido receber o mesmo de reforma que quem ganhou menos. Isto é conseguido porque o mais rico também tem um limite de descontos, e só precisa de descontar o suficiente para lhe garantir o tecto máximo da reforma de 1700€. Tudo o resto, que ele devia descontar, pode colocar em aplicações próprias privadas que mais tarde têm a responsabilidade de lhe pagar a restante reforma.

Este modelo parece-me que além de alivar as responsabilidades do estado, ainda consegue ser agradável para quem preferia deixar de pagar segurança social e fazer a sua própria gestão.

[1] Esta história que ouvi era a falar da Suiça. E se formos a pensar que 1700€ até é uma reforma muito boa, temos de ter em conta que o custo de vida lá não é o mesmo de cá. Basta dizer que lá um salário mínimo ronda os 1600€.

 

Os Jornais Desportivos são Facciosos?

21 Jan

Estava a ler um artigo sobre umas estatístivas do jornal A Bola, e nos comentários várias pessoas criticaram este jornal em particular, e todos os desportivos em geral, por serem muito facciosos naquilo que mostram. Dizem que quando o Nelson Évora ganhou uma medalha de ouro, ou quando o Sérgio Paulinho ganhou uma etapa no tour, ou quando o FC Porto foi eleito a melhor equipa de Dezembro, mal tiveram destaque.

Prestem atenção: os jornais desportivos não são facciosos! Os jornais são uma empresa que tem como objectivo fazer dinheiro. Eles têm estudos que dizem que ter uma capa do benfica rende mais do que outro tipo de capas. Não são os jornais que fazem as capas, é a audiência. Eles apenas fornecem os conteúdos de que o povo gosta.

Se eles sabem que vendem muito mais com uma capa a dizer que possivelmente o Benfica vai contratar o jogador Mané do que uma capa com o FC Porto vencedor da liga dos campeões, ou um grande feito de uma outra modalidade, eles põem a capa do benfica! Mas a culpa não é deles, é do povo que prefere exactamente esse tipo de destaque. Se eles optarem por uma das outras capas, e o jornal ao lado tiver a capa do benfica, o povo compra todo a concorrência.

Os jornais não são facciosos, nós é que somos.

 
 

Quando é preferível o ensino privado ao público…

20 Jan

Sempre tive um forte sentimento paternal em relação à minha irmã. Ela é 5 anos mais nova e sempre a acompanhei com muito gosto e orgulho. Ela acabou o curso de educação de infância em 2010 e entrou no mercado de trabalho como educadora. Antes era assistente de auxiliar de segunda categoria, o que deve ser o título mais cómico que já vi. Após terminar o curso eu via tanto nela como nas pessoas em redor que o ideal para ela era conseguir entrar no estado. O pessoal de educação é assim, tem como objectivo entrar na função pública. Ganhar segurança, não ter de se preocupar mais, por aí fora.

Eu na altura fiquei caladinho. Como um pai normal, tenho expectativas para o meu rebento mas quero que seja ela a viver a sua vida e que seja feliz. Mas eu não queria o estado para a minha mana. Eu já sei o que a espera. Ficando no estado ela ia estagnar. É que no estado eles focam-se em cuidar das crianças, mas não é isso que a minha mana quer e gosta. Dá-me muito orgulho ver que ela é mais que tudo uma educadora. Que o foco dela é pegar nos miúdos desde bebés e entregá-los à primária completamente desenvolvidos. Eles não tinham de saber matemática ou já saber escrever, mas tinham de ter a mente aberta, de ser o mais autónomos possível, de compreender e assimilar novos conhecimentos facilmente e ter uma imaginação fértil. São poucas as pessoas que após o periodo de ensino continuam a estudar e a querer evoluir. A minha irmã é uma delas.

A verdade é que ela lá conseguiu um estágio na função pública. Mesmo não sabendo se consegue o quadro ou não, sempre é melhor que nada. Durante os primeiros meses encarregue da sua sala partilhava comigo e com o meu cunhado as suas aventuras e experiências: há pessoas acomodadas, há pessoas que não trabalham, há pessoas que não querem saber, há pessoas perguiçosas. Nada de novo.

Até que surgiu uma hipótese de um projecto à parte, no privado. Quando ela fala nisso vejo o prazer e motivação que eu ganhei a certa altura. Por esta vertente ela pode ser muito mais. Num mundo ideal eu via a minha irmã a educar e em investigação. A estudar qual a melhor forma de educar miúdos numa creche e ter liberdade para o fazer. A dar aulas numa universidade e aliar a teoria à prática. E nesse mundo ideal os seus bebés iriam chegar à primária muito mais avançados que outros de outras escolas. E haveria tantos pais que não se importariam de pagar mais para ter os seus filhos com a minha irmã.

Num mundo ideal eu seria rico e um dos meus maiores investimentos seria a creche da minha irmã.

 
 

Blogs Arzebiuzados

19 Jan

Há dois tipos de cariz meio duvidoso que me acompanham há muito tempo. Começámos na escolinha e andámos juntos nas mesmas empresas durante mais de três anos, até eu quebrar a cadeia. Um deles conheci na praxe em 2010 e hoje é meu cunhado. O outro não sei bem quando foi, mas foi um ou dois anos mais tarde. Estou a falar deles porque um tem um blog há muito tempo e o outro começou agora um. São blogs que eu, naturalmente aconselho.

Não sou uma pessoa com muitos amigos, mas os que tenho valem ouro. São uns fofuxos.

 
3 Arzebius

Artigo por Arzebiuzado em Geral

 

Vou deixar crescer o bigode?

18 Jan

O pai do meu cunhado usa bigode e costumo meter-me com ele para ele também usar. Ele diz sempre: tu primeiro. Acontece que estou em vias de fazer algo que nunca fiz. Do nada, com grande responsabilidade minha mas não só, estou a contribuir para fazer um produto que irá ser vendido. Este pode ser o primeiro grande milestone da minha aventura por conta própria.

Para celebrar o possível acontecimento combinei com a minha babe fazer algo diferente. Se conseguirmos vender o produto por determinado valor, irei rapar o cabelo com o pente da barba e deixar crescer um bigode à mexican durante um mês. Há uma foto que ilustra bem este objectivo, que é o avatar de um blog que sigo (macacos.com).

Wish me luck!