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Archive for March, 2011

Boa ação do dia

31 Mar

Vinha eu de Lisboa apanhar o meu carro que tinha estacionado numa travessa perto do parque central da Amadora, quando noto alguém a chamar por mim. Pareceu-me um mendigo e, como eu não dou aos necessitados, segui para o meu carro. Mas olhei novamente e reparei que era um senhor de idade que estava caído a pedir ajuda. Apressei-me para ao pé dele e perguntei-lhe o que tinha acontecido enquanto o levantava. Não foi nada, isto é só dos meus 92 anos. A casa dele era ali mesmo ao pé. Peguei no saco de compras dele e ajudei-o a chegar à porta.

Insisti para chamar uma ambulância, mas ele rejeitou sempre. Disse que só queria ir para casa descansar e depois se visse que estava mesmo mal ele chamava a ambulância. Não queria que eu subisse, mas eu insisti em auxiliar e levar as compras até ao seu primeiro andar, onde já estava a sua esposa, que não consegue descer as escadas, à espera.

Eles dirigiam-se a mim sempre com muito agradecimento, mas também sempre com algum receio que eu lhes fosse fazer mal. Penso que seja normal. Como eles não queriam mais ajuda eu lá vim embora. Contudo a minha mãe disse que eu podia ter feito duas coisas:

  • Perguntar se poderia contactar algum filho ou filha para avisar
  • Perguntar se poderia tocar a algum vizinho para avisar

A ideia era conseguir transmitir que eles poderiam precisar de ajuda a mais alguém. E alguém que fosse de confiança deles. Confesso que o que pago pela segurança social só não me incomoda mais porque penso que pode ajudar estas pessoas que precisam. Houvesse um político que prometesse tirar o subsídio de desemprego aos jovens preguiçosos para ajudar a quarta idade, e eu votaria nele.

 
3 Arzebius

Artigo por Arzebiuzado em Geral

 

O passeio do cão

30 Mar

Tenho aprendido várias coisas interessantes na procura pela forma de acalmar o meu cão hiperativo. Não é que me espante, mas eu tenho feito tudo mal com o meu cão. Um elo fundamental entre o cão e o dono ocorre durante o passeio, e aí eu fazia mesmo tudo mal. Um cão nunca, mas nunca, deve puxar a trela ou caminhar em frente do dono. Ainda agora vi uma exemplo de uma foto que retrata exatamente o meu Newton. É um cão parado à frente do dono, de peito enchido, orelhas no ar, a olhar em frente, e com uma das patas da frente levantadas. É uma pose que eu sempre achei engraçada.

Mas o que esta pose indica, é que o cão na sua cabeça está a transmitir ao mundo a seguinte ideia: Eu sou o líder, este humano que está atrás de mim está sob a minha proteção. Quando eles puxam a trela e vão à frente, na mente deles são eles o líder que tem de encontrar o caminho. O problema é que estas situação não são o expoente máximo de felicidade do cão. Muito pelo contrário. Este cão tem o stress e a responsabilidade de liderar. Já li até que muitas vezes as pessoas levam o cão a passear para lhe tirar o stress, mas como o cão é dominante continua com o stress porque teve o passeio todo a liderar-nos e a tomar conta de nós.

Diz-se que o maior problema dos cães são os humanos. Nós tratamos um cão como uma criança, em vez de o tratar como um cão. Um cão em estado selvagem é submissivo ao cão dominante e é feliz. Sabe que o macho alfa vai tratar de todas as suas necessidades e orientá-lo.

Vou começar a usar os passeios para mudar o estado de mente do Newton. Numa das dicas que li, o que devemos fazer sempre que o cão faz força na trela é parar. Ficar como uma estátua. Quando pressão parar, então continuar. O cão tem de saber que a iniciativa de ir em frente é sempre nossa, nunca é dele. Ele não tem de estar a pensar para onde vamos, ou estar preocupado com o ambiente à sua volta, outros barulhos ou distrações. Ele tem de estar concentrado em nós e saber que nós tratamos de tudo. Para ajudar, tenho de usar uma trela mais curta, para o controlar e corrigir quando for preciso.

Isto é mais fácil dito do que feito, mas vamos lá ver como consigo orientar esta experiência…

 
7 Arzebius

Artigo por Arzebiuzado em Newton

 

Finanças Pessoais no Banco Best

29 Mar

Ouvi há dias na rádio sobre um novo serviço do Banco Best, que permite catalogar as despesas e receitas. Permite também estabelecer orçamentos por categoria e ter relatórios e notificações. Podem ler mais sobre isto no link Orçamento Familiar Banco Best. Eu por acaso até sou da concorrência (banco Big), mas pelo que sei o Best é na mesma onda, pelo que considero este serviço uma bela adição para a gestão de despesas familiares.

Imagem de um serviço parecido que eu uso

 

Casamento Online

28 Mar

Estava eu à procura do número de contacto do Registo Civil, para ligar e saber o que tenho de fazer, quando dou com o site do Registo Civil Online e pasmem-se: é agora possível realizar um casamento online! Para isso só precisávamos de ter ambos o cartão de cidadão (eu ainda não tenho) e de ter o leitor. Depois eu entrava no site e era enviado um mail  à minha escolhida a dizer algo do género:

Óh tu, o fulano de BI tal e nome não sei quê quer casar contigo? Vai ou não vai?

Ela, ao receber a mensagem tão amorosa e romântica enviada pelo registo civil, só tinha de entrar no site e clickar em “Sim, aceito”. E pronto, estaríamos casados! Resta saber se no final do processo o registo civil online enviaria um mail para cada um dos nubentes com uma imagem de um beijo animado, como que a selar o coiso.

Para quem quiser saber mais sobre o casamento online, é ver as perguntas frequentes, de onde destaco o esclarecimento do processo:

Numa 1ª fase um dos nubentes acede ao site, autentica-se com o certificado do cartão de cidadão e efectua o pedido.

Numa 2ª fase, o outro nubente, após a recepção da mensagem de que foi efectuado o pedido, acede ao site, autentica-se com o certificado do seu cartão de cidadão, e efectua a confirmação do pedido.

De futuro poderá ser possível também realizar o casamento via sms e via facebook.

 
 

Rescaldo Político

25 Mar

A meu ver, este é o resumo do que se tem passado nestes últimos tempos na política Portuguesa:

  • Portugal continua em crise apesar das medidas de austeridade impostas pelo governo
  • O governo vai à UE e leva um puxão de orelhas, então concebe um novo PEC, que leva à UE antes de o mostrar sequer às outras entidades políticas Portuguesas, que também têm voto na matéria
  • Toda a oposição chumba o PEC e o ministro demite-se
  • Toda a gente lá fora critica Portugal por ter entrado numa crise política; o Sócrates pode-se ter portado mal, mas a oposição nem se deu ao trabalho de discutir o PEC
  • As agências de ratings penalizam Portugal
  • O líder do PSD vai a Bruxelas e leva uma tareia da chefe da UE
  • O líder do PSD admite agora que vai ter de haver um PEC, não mexe nas reformas mas poderá aumentar o IVA até 25%
  • Com as eleições, só daqui a alguns meses é que vamos ter um novo governo, até lá ficamos em águas de bacalhau
  • O problema é que há objetivos para cumprir este ano e o atraso não favorece
  • Já há quem diga à função pública para se preparar para dizer bye bye ao subsídio de natal
  • Começa a caça ao voto -  a oposição revoga as medidas de avaliação dos professores, sem votar medidas para as substituir

Sinceramente acho que o trabalho do Sócrates é algo que a maior parte não consegue sequer compreender. Eu, acho que ele falhou. Mas eu não percebo nada destas coisas. Nem eu nem a maior parte da população. O meu problema é que não gosto nada do líder do PSD. E fora esse todos os outros líders são exatamente os mesmos. Tenho medo de terem tirado de lá o Sócrates, mas que o Sócrates seja de facto o melhor que o país pode dar.

 

Novamente outorgante

25 Mar

Há uns dias uns tipos com quem tenho trabalhado fizeram-me uma proposta irresistível: querem pagar-me periodicamente para fazer umas coisas interessantes. O valor não é grande coisa, mas as regalias são priceless. Comecei a a ventura por conta própria há cerca de seis meses e tem sigo uma experiência revigorante. Conseguir algo que me dê um income mais estável a fazer algo que estou a adorar, é por certo bem vindo. Ainda assim têm surgido algumas perguntas pertinentes, nomeadamente qual a diferença para o modelo antigo em que tinha um patrão? Ora bem:

  • Pela primeira vez sinto-me responsável pelo meu ordenado – Não me limito a esperar pelo ordenado ao final do mês, tenho sim uma vontade considerável de ser suficientemente rentável para me pagar e enriquecer a empresa. Nunca tive numa empresa que me fizesse nascer este sentimento.
  • Sei o que se passa na empresa – Apesar de nunca o ter solicitado, noto uma abertura invulgar da gestão em me apresentar as contas e o que a empresa está a fazer. Não há aquela coisa de esconder quanto estamos a render ou o valor de venda do projeto, talvez com medo que os trabalhadores peçam aumentos.
  • Não tenho restrições quanto à forma de trabalharTrabalho as horas que quiser, quando quiser e como quiser. E ironicamente não me lembro de alguma vez estar a ser tão produtivo como estou agora. Há dias em que trabalho seis horas e produzo imenso. Quando estava como corporate whore ficava meses sem produzir nada de jeito.
  • Estou numa situação de menos risco, mas o risco não desapareceu – Estar numa empresa pequena é sempre arriscado, nunca se sabe o dia de amanhã. Eu tenho consciência desse risco e abraço-o. Ainda assim é uma situação bem mais confortável do que a que tinha anteriormente.
  • Estou rodeado de pessoas que me completam – Sempre tive rodeado de pessoas T Shaped: pessoas muito boas numa área, e com conhecimentos  noutras áreas. O problema é que todas essas pessoas tinham como melhor área exatamente a minha área. Agora é diferente, cada pessoa é melhor numa área diferente, criando sinergias que fazem o todo muito maior que a soma das partes.
  • Estou a fazer coisas que adoro – Este deve ser o ponto mais interessante. Estou motivado e constantemente estimulado. Isto é algo que sempre tive noutras empresas durante pequenos períodos de tempo, mas agora é completamente diferente.
  • Sinto-me valioso – Sinto que os meus colegas me dão o valor devido e que apostam em mim, tal como eu aposto na empresa.

Se eu tivesse criado a minha empresa, teria os três pontos acima, os outros quatro seriam mais complicados. Estou portanto numa situação de algum risco, mas reduzido, a fazer aquilo de que gosto, responsável pelos destinos da empresa e a colaborar com pessoas muito talentosas. Como benesse, não tenho de me preocupar com papeladas e contabilidades, o que também é um must. Diria que este cenário em que me encontro é sem dúvida juntar o útil ao agradável.

 
 

Tenho um cão hiperativo

24 Mar

O Newton sempre foi um cão hiperativo. Sempre muito facilmente excitável com tudo à sua volta. Quando estou em casa sozinho com ele, ele obedece-me sem problemas. Mas se chega alguém ele fica logo tão maluco, que já preciso de dizer as coisas duas ou três vezes. Se estiver na rua, praticamente ignora-me, está sempre atento a tudo o que se passa. Agora que tanto eu como a minha mana saímos de casa dos meus pais, a minha mãe viu-se sozinha com um cão cheio de energia, e isso está a causar alguns problemas.

Há uns dias dei com uma série muito interessante sobre comportamento dos cães: The Dog Whisperer, com Cesar Milan. Já consegui obter a primeira season para ver. Mas aquele primeiro episódio que vi era sobre uma cadela que, tal como o Newton, era hiperativa. E ela até vivia numa casa com um quintal enorme. Ainda assim estava sempre a fazer asneiras, e a família já não sabia o que fazer. O que acontecia é que a cadela tinha tanta energia que ficava stressada por não a gastar. E quando stressada aproveitava para fazer asneiras. A solução era a família realizar passeios de 1 hora com a cadela, quatro a cinco vezes por semana.

Com toda a energia extra dissipada, a cadela passaria a estar em casa muito mais relaxada e bem comportada. E esta cadela era tão elétrica, que eles até tinham de lhe colocar uma mochila para cães com peso extra. O Newton, apesar dos 8 anos que já tem, continua super em forma, com uma musculatura invejável, pelo que vou experimentar durante um período de tempo razoável fazer estes tais passeios com ele ali no percurso da boba. Só para ver se resulta.

Eu confesso que nunca me concentrei em educar o Newton. Acho que ele é hoje como é devido a um misto de falta de treino e de ser tão elétrico que eu sempre assumi que treiná-lo seria complicado. Agora ao ver aquele programa reparo em conceitos e comportamentos interessantes.

Por exemplo, quando eu chego a casa ele vem super contente e põe-se aos saltos para me saudar. Acontece que este comportamento pode não ser simplesmente uma forma de carinho, mas também de mostrar domínio. Ele pode e deve saudar-nos, mas só quando nós o autorizarmos. Estabelecer a cadeia de macho alpha é importante, e apesar de nós todos pensarmos que ele nos obedece, se calhar na cabeça dele é ele que manda, e daí por vezes ser tão problemático.

Diz-se que cão velho não aprende línguas. Mas vou ter de me concentrar em fazer um esforço para moldar o Newton, quer pelos passeios quer pelo treino, por forma a que ele se torne mais fácil de controlar. É que ele nem é um mau cão, é um animal super carinhoso, brincalhão, e toda a gente gosta dele. Mas agora que tá sozinho com os meus pais, sente falta dos outros donos, tem mais stress, e merece que eu me esforce ao máximo para que ele tenha o melhor resto de vida possível.

 

Parabéns ao Arzebiu!

23 Mar

Faz hoje um ano que o primeiro artigo foi colocado cá no arzebiu! Foi um ano com quase um artigo por dia. A certa altura (por volta de Outubro de 2010) comecei a ver que não rendia pôr um artigo por dia, por isso cortei os artigos ao fim de semana, que isto fica completamente às moscas.

Tem sido uma boa jornada e confesso que gosto de voltar a trás e ler algumas coisas que registei. Isso será ainda mais relevante se continuar com o blog por mais umas décadas!

 
6 Arzebius

Artigo por Arzebiuzado em Geral

 

Ida ao dentista

22 Mar

Eu, tal como a maior parte das pessoas, detesto dentistas. Mas talvez não pelas razões normais. Acho que o procedimento normalmente é chato, mas não me incomoda muito ter a boca aberta lá com umas brocas pelos meus dentes. O que me incomoda é chegar a horas, ficar à espera (para que raio é que são as marcações?) e depois ser atendido em 5 min. Ah, e pagar bem.

Já não ia ao dentista há uns 5 anos. Esta semana apareceu-me aqui uma espécie de abcesso, apesar de ter desaparecido no mesmo dia. Mas nessa zona reparei numa cárie. Pronto, marquei consulta na dentista do meu pai, uma romena com sotaque brasileiro que me levou 20€ para arranjar o dente, mais 20€ por uma limpeza, mais 5€ por uma radiografia. Isto sem qualquer seguro. Nada mal.

A radiografia foi porque me queixei do abcesso e ela quis ver se estava tudo bem nas raízes, já que à vista nua estava tudo bem. Aliás, sem contar com a cárie que foi removida literalmente em 1 minuto, ela disse que estava tudo bem. Portanto contava eu que o mais chato foi a radiografia ao dente. Pôs-me à janela, com uma mão a pressionar um coiso preto no dente, e com a outra a segurar num coiso que faz radiografias. Ela pegou num comando, abriu a porta e foi lá para o fundo pôr a máquina a funcionar. Durante tudo isto estava eu à espera, naquela posição cómica, e com uma comichão no nariz do outro mundo!

No final, disse para voltar lá daqui a 6 meses. Deve ser verdade deve…

 

As máquinas como seres sociais

21 Mar

Há muito que me habituei a fazer o máximo possível no que toca a bancos via internet ou caixa multibanco. Há certas coisas que não podemos fazer online, como depósitos. Aliás, há uns anos até era complicado constituir depósitos online em certos bancos como na CGD. E eu passei a detestar a CGD devido aos largos períodos de espera a que era sujeito. Normalmente eram sempre períodos de 30m para depois ser atendido em 2m.

Quando dei com as máquinas MB que permitem depósitos até mandei as mãos ao céu! A partir desse momento a minha interação com pessoal do banco pessoalmente decresceu imenso. Mas no outro dia tive de fazer um depósito e foi numa filial que não tinha caixa MB com suporte a depósitos. Lá entrámos, porque só havia uma pessoa. Ficámos 20 minutos até sair. E mais que isso, os empregados estavam todos com uma antipatia incomodativa.

É que quando vou à caixa MB, nunca tenho de aturar antipatias e ainda tenho lá uma boneco que me recebe de braços abertos. Todas estas experiências fazem-me preferir sempre interações com máquinas. Embora não tenha dúvidas que ser atendido por uma pessoa simpática e prestável, é priceless.