RSS
 

Archive for June, 2011

Lua de Mel – Dia 1 – Barcelona

30 Jun

Casar num sábado e ter de estar no aeroporto no dia seguinte às 7h30 é complicado. Já tínhamos deixado as malas todas prontas, só faltava mesmo alguns bens de higiene para as fechar. Foram duas malas, uma grande que pesava à volta de 25 kg e outra mais pequena à volta de 5 kg. Nem levávamos muita roupa, mas fazer um cruzeiro implicava eu levar fato e ela levar vestido mais fashion, o que aumentava bem a bagagem.

Conseguimos convencer sem muito esforço a minha mana e o meu cunhado a deixarem-nos no aeroporto nesse dia. Eles coitados também foram ao casamento e ainda tiveram de madrugar só para nos dar boleia. Enquanto saia só pensava se me esquecia de alguma coisa… conferi documentos, passaportes, bilhetes e dinheiro. Sabia que tinha de apanhar o cruzeiro em Barcelona mas não sabia bem como ir lá ter. Não faz mal, depois logo se veria.

Fizemos um checkin até rápido e fomos esperar pelo avião enquanto comíamos qualquer coisa. No avião, tive a sorte de ter ao meu lado um sujeito bem cheiroso. Às vezes ele levantava assim um bocado a perna e começava a cheirar bem. A sorte é que eu estava com tanto sono e tão cansado que praticamente que passei pelas brasas. Isso, claro, até começaram a servir a paparoca.

Chegámos a Barcelona e quando fomos para apanhar as malas… já lá estavam. Impressionante! Estou habituado a esperar uns belos minutos, e ali já estavam à nossa espera. Depois fomos ao ponto de informações saber como poderíamos ir até ao porto apanhar o barco. Havia várias opções. Uma delas era apanhar um táxi, algo que a menina disse que ficaria à volta dos 40€. As outras opções passavam por apanhar transportes públicos.

Como não conhecíamos muito bem Barcelona, optámos por fazer um misto. Apanhámos o A1, que é um autocarro que vai do aeroporto até ao centro de Barcelona. Ainda pagámos 5€ cada um. Fomos sair à plaza de Cataluña, que é uma das zonas mais centrais. Na altura não conhecíamos nada e esta praça estava inundada de pessoal à rasca lá do sítio que foi para lá acampar em protesto.

Ainda pensámos em dar uma volta, mas com 30 kg às costas essa ideia não vingou. Contudo vimos daqueles autobus turísticos descapotáveis e ficou em pensamento passearmos num deles quando voltássemos. Depois de investigar um pouco essas coisas, lá fomos apanhar um táxi para o porto. Ficou-nos em 14€. Pagar 25€ sempre foi melhor que pagar os 40€. E foi bom porque ainda demos uma voltinha por Barcelona, que é uma cidade espantosa. Sempre me tinham dito para ficar uns dias em Barcelona que é uma cidade muito bonita. Mas eu não ligava. A verdade é que é mesmo muito bonita e bem tratada.

Quando chegámos ao porto vimos logo o barco. Grand Holiday da Iberocruseros. Estava lá na fila para entrar um grupo enorme de pitarolas que deviam ir em viagem de finalistas. Não gostei muito de ver aquilo, mas felizmente não atrapalharam nada. Fizemos mais um checkin, e fomos aguardar pela entrada. Enquanto isso sentam-se duas lésbicas muito jeitosas ao nosso lado aos beijos.  Cidades modernas?

Quando entrámos fomos logo para  quarto e já tínhamos as malas à porta. Eu queria ir investigar o navio, mas a minha mulher  tinha outros planos… nomeadamente ficar a arrumar as malas todas lá nos armários. Mulheres… Ainda assim tínhamos recebido um pacote de noivos com uma garrafa de champagne e frutinha que estava demasiado madura. O chamado kunami. Enquanto ela arrumava as coisas dá-se conta de que se esqueceu dos meus sapatos para o fato. Ficou logo toda atazanada, mas eu resolvi tudo a pedir à nossa camareira para me arranjar uns.

Ainda fomos dar uma volta ao barco e comer. Também fomos registar o cartão de crédito para pagar as despesas a bordo, nomeadamente das excursões que iríamos fazer. Mas pelas 21h já estávamos estatelados na cama a descansar. Foi um fim de semana em cheio e os nossos corpinhos sucumbiram ao cansaço.

 
 

O Dia do Casamento

29 Jun

Dia 18 de junho foi o dia do nosso casamento. Depois de muita preparação e organização cheguei ao dia cansado e nervoso. Nunca estive nervoso durante todo o processo, mas nesse dia estava um pouco. Foi um dia perfeito. Pelo menos para mim e para ela. Houve coisas que correram menos bem, outras que nos passaram ao lado, mas chegámos ao final do dia muito satisfeitos e completamente estoirados.

A minha noiva estava linda. Parecia saída de um conto de fadas. Mas eu também sou suspeito. O dia começou com o casamento religioso na Igreja de São Quintino. Uma igreja muito característica. Estava um dia muito ventoso, mas eu nem me queixei já que estava de fato. Ainda assim sei que vários convidados ainda sofreram com o frio e com o vento. A Igreja tem um daqueles órgãos antigos e até tivemos a sorte de um dos primos da minha noiva se oferecer para acompanhar o casamento inteiro ao órgão. Eu tive direto a marcha nupcial em órgão e tudo. Ela já teve uma outra música que tínhamos preparado.

Após a cerimónia houve lugar a fotos e pouco tempo depois comecei a orientar o pessoal para a Quinta do Frade, onde já estava comes e bebes à espera dos esfomeados dos convidados. Durante esse tempo houve lugar às fotos dos noivos com toda a gente. Acho que ficou bem esta parte, já que enquanto uns tiravam fotos com os noivos, os outros iam comendo. Aqui houve várias raparigas que foram enganadas pelo vento e ainda apanharam queimaduras.

O almoço chegou já tarde. Nem demos por ela e já eram 16h e ainda não tínhamos começado a almoçar. Uma das nossas preocupações era o casamento cair em momentos mortos, mas não sentimos nada disso. Não sei se os convidados sentiram, provavelmente sentiram. Depois do almoço começou a animação com um animador amigo da noiva. Foi uma parte porreira porque praticamente toda a gente foi dançar, e esteve tudo animado até final da tarde. Tão animado que até nos esquecemos de outras coisas que tínhamos para entreter os convidados.

Por exemplo, tínhamos uma carrinha antiga de gelados para aparecer algures a meio da tarde. Quando demos por isso já era quase de noite. A carrinha veio mas pouca gente deu por ela. Felizmente os que deram gostaram muito. Quando veio o buffet pensava eu que estava tudo cheio e que ninguém ia comer. Estava bem enganado. Limparam quase tudo e ainda bem.

Durante a tarde também houve lugar aos noivos a cantar em karaoke. Naturalmente várias pessoas ficaram chocadas com os meus dotes de cantor. Também dancei e tudo, sempre sem perder a minha mulher de vista. Queria que ela dançasse imenso e apesar de ser algo que não aprecio especialmente, lá estive eu a demonstrar os meus moves.

Por volta das 22h já começava a haver pessoas a ir embora e então decidimos cortar o bolo.

Houve fogo de artifício nas nossas costas e a minha sogra chateou-me muito para eu o ver. Estava tão concentrado a cortar o bolo com a minha mulher que nem reparei nela a roubar os bonecos. Isto chateou imenso todos os nossos amigos que também queriam atacar os bonecos dos noivos. Os noivos foram feitos à nossa imagem, e até eram grandes. A minha cunhada estava com medo que alguém os partisse ao tentar roubá-los por isso incutiu a minha sogra de os roubar. Sei que essa cena ficou gravada em vídeo, mas ainda não tive oportunidade de a ver.

Ao final da noite estava eu e ela completamente KO. E no dia seguinte tínhamos de estar no aeroporto às 7h30 para a Lua de Mel. Pedimos aos nossos pais para fechar a loja e eu trouxe-nos a casa enquanto ela descansava.

Em termos de prendas, até correu bem. Nós não tivemos os nossos pais a pagar o casamento, apesar de eles terem ajudado um pouco. O que fez com que o objetivo seria pelo menos cobrir as despesas. Não chegou para isso, mas foi quase, pelo que fiquei mesmo muito satisfeito. Algo que fizemos mal foi não ter lista de presentes. Queríamos só dinheiro, mas acontece que há pessoas que se recusam a dar dinheiro, porque querem dar alguma coisa pela qual sejam recordados. Tivesse eu sabido isso e tinha arranjado alguma lista facilmente. Como não a tinha, ainda recebemos várias viagens de 2 dias e algumas coisas para a casa. Gostei especialmente de um wok todo xpto que recebemos. Nota especial também para a minha mana e cunhado que nos ofereceram uma caixa cheia de moedas de 1€.

Foi sem dúvida um dia magnífico e só espero que todos os convidados tenham gostado de nos acompanhar neste dia.

 
 

Estou a casar…

18 Jun

Volto dentro de uma semana.

 
 

Memórias

16 Jun

Precisava de umas fotos minhas de miúdo para serem passadas no casamento. Chegamos a casa da minha mãe e eu digo: Mãe, tens aí algumas fotos minhas de miúdo para pôr no casamento? O que fui eu dizer. Chega-me às mãos um dossier com tanta coisa minha desde pequeno…

Tenho fotos de quase tudo. No meio das fotos há um envelope já muito velho e desgastado que diz: “Primeiro cabelo cortado”. Abro o envelope e está lá dentro outro envelope ainda mais velho e desgastado, com o primeiro cabelo que me foi cortado.

Tenho fotos dos primeiros dias de escola, batizados, a receber cintos de karaté. Enfim. Tenho ali um verdadeiro facebook da minha infância. E no meio da emoção e da alegria de recordar aquilo tudo, só tenho isto a dizer à minha mãe:

Mãe! Como é que me deixavas sair à rua naquelas figuras?!

:-)

 

Alevins de Escalar – Segundo Mês

14 Jun

Já estão mais crescidinhos. E já fazem cocós de 3/4cm. A ver se daqui a um ou dois meses já os consigo começar a dar e a passá-los para o aquário grande.

 

Um dia em cheio

13 Jun

Acordámos mais cedo para ir à natação. Quando é assim tenho de me levantar sempre 5m mais cedo, porque se não a minha noiva não se levanta. Preparei tudo, inclusive o Cartão Universo que ia usar para pagar a natação e quando ela se despachou lá fomos. Após uma boa aula falei com o meu monitor a ver quando é que haveria outras horas com monitores porreiros. Mas está complicado. Quando saí e enquanto esperava por ela, fui trocar o PIN ao cartão e tentar pagar. Não deu, não aceitam VISA.

Chegamos a casa, está de chuva e não podemos estender as coisas da natação. Preparo o pequeno almoço enquanto ela dá luz e comida aos pequenotes. Abrimos as janelas e persianas e ela também deixa comida ao Sandes. Começo a trabalhar naquele que seria um dia muito produtivo. Ela por outro lado teve uns afazeres: depois de procurar imenso por um talão para levantar o papel do governo civil para o casamento, lá foi e afinal não era preciso nada. Mais uma coisa tratada. Também foi levantar o processo religioso à capela e procurar uma lâmpada especial para o nosso aquário pequeno que fundiu. Estava complicado porque tem de ser muito fina. Também saiu com o meu sogro para o ajudar nalgumas coisas, e ainda fez dois origamis para o casamento.

Por volta das 16h30 já consegui ter um dia produtivo e chego com o meu colega a um problema já antigo em que continuamos encalhados. Surge uma ideia, mas fica para o dia seguinte que por hoje já estávamos queimados. Como é dia de passear o Newton, pego na bicicleta e vou até casa dos meus pais. Noto que o toque que dei nos amortecedores faz um grande efeito. Pego no Newton e vamos ao percurso onde ele se farta de correr. Voltamos a casa e está lá a minha mana e a minha mãe, e fico por lá um pouco na conversa. A minha mãe dá-me nas orelhas porque ainda não resolvemos das flores para a Igreja. Também me dá nas orelhas porque ainda não fomos buscar as mesas de cabeceira para o meu novo quarto. O meu pai liga pouco depois e dá-me nas orelhas porque ainda não combinei com o padre.

Pouco depois volto a pegar na bicicleta e volto a casa. Numa descida aberta ia eu a uns 30 km/h e levo uma rajada de vento lateral que me fez cair tudo. Só não caí eu. Chego a casa e a minha noiva está novamente no sofá cheia de dores nos dentes, devido a uma desvitalização que já tinha feito há mais de uma semana. Diz-me que já falou com o padre, que não há mais ninguém a casar na Igreja naquele dia (boa! podemos agora avançar com as flores) e que ficou marcado para domingo irmos lá todos falar com o padre, tal como o meu pai queria. Também tivemos uma novidade, ainda vai ser preciso pagar 150€ à igreja – custos de manutenção.

Vou tomar uma banhoca enquanto começo a planear o que tinha de fazer. Volto ao sofá, pego no portátil e respondo ao mail da senhora da quinta do casamento onde indico as lista de sobremesa, envio a foto do bolo da noiva que gostávamos de ter, e pergunto se podemos ir mostrar a quinta ao meu pai no domingo antes de ir à reunião com o padre.

Com a minha noiva murchinha, pego-lhe pelos cabelos e digo que ela vai já amanhã comigo ao dentista. Ela recusa, que tem medo, que lhe dói, que não sei quê. Não me interessa. Vou ao site da Dental Group e vejo que eles dão consultas no Dolce Vita até às 24h. Digo-lhe que vai ser já agora. Ela diz que não está preparada e não sei quê. Não me interessa! Ligo para a central a explicar a situação, dizem que não têm vagas mas para ir que o especialista em desvitalizações iria dar pelo menos uma olhada.

Antes de sairmos ainda consegui ligar para a senhora das flores, muito simpática. Tento marcar também para domingo, mas para ela é complicado porque tem três casamentos. Fica combinado que se ela se conseguir despachar domingo vamos ter com ela, caso contrário é segunda de manhã Também ligo para o pessoal do fogo de artifício, ficaram de nos enviar preços. Depois de tudo visto algo mais composto, pego no talão das mesas de cabeceira e seguimos para o Dolve Vita.

Estava já com medo de perder muito tempo à espera de vaga para o dentista. Mas o certo é que assim que o dentista veio do jantar nos atendeu logo. Ficou uns 30m com ela. Analisou e explicou-nos o que aconteceu. Ainda lhe deu uns toques no dente, fez uma radiografia e receitou medicação para ser levada muito a sério para que fique tudo bem. Adorámos o médico, acho que vai passar a ser o nosso dentista. No final, nem foi preciso pagar (e no dia seguinte ligou de manhã a perguntar como estavam as coisas!).

Já eram 21h30 e ela tinha de tomar o antibiótico receitado. Como ainda queríamos fazer render o dia e o toque que o dentista deu lhe aliviou imenso as dores, fui comprar um sumo e umas bolachas para ela comer. Enquanto seguíamos para a conforama ela comeu bolachas e quando lá chegou lá tomou o medicamento. Vou para levantar as mesas e ainda falta pagar 100€. Ligo à minha mãe, que como esperado não sabe de nada e presume que é uma conspiração para pagarmos mais. Entro no contexto e trato de tudo, e pomos as mesas na carrinha.

Ainda faltava irmos à Decathlon porque queríamos comprar uns tenis para mim, que preciso. A minha noiva anda-me a chatear há muito tempo para comprar uns Merrel e fomos lá ver o que havia. Não havia grande coisa, mas havia um modelo barato e bem robusto, que era o que eu queria. Pegámos nele e liguei ao meu pai a contar das coisas. Voltámos para casa dos meus pais, e enquanto a minha noiva ligava a dar os parabéns a uma colega, eu peguei numa mesa de cabeceira super pesada e lá fui levá-la. A minha mãe já estava deitada, deixei um beijinho enquanto pensava se deixava o Newton ir lá fora acompanhar-me a buscar a outra caixa. Lá veio.

Quando estava a voltar a entrar em casa com a mega caixa às costas, salta não sei de onde uma Boxer em ataque ao Newton. Ela libertou-se da dona e a coisa ficou negra. O Newton deu uma volta aos carros na praceta a todo o gás e volta para ao pé de mim. Nessa altura já tinha pousado o caixote e estava preparado para os ir separar. Ele veio até mim e eu segurei-o e a cadela ficou presa algures enquanto a dona lá chegou e lhe deu porrada de meia noite. Não é assim que se educa um cão! Tem de ver o Dog Whisperer. O Newton ficou bem, mas eu fiquei chateado com a cena.

Deixei a outra caixa e o Newton com a minha mãe e voltámos a casa. Deitei-me no sofá cansado e fui matar uns bichos na PS3 para relaxar enquanto a minha noiva via não sei o quê no computador. Quando ela acabou vimos o episódio piloto do Good Wife. Gostei, eu adoro séries de advogados e esta tem potencial. Vamos continuar a seguir.

Quando acabou, cama.

PS: Como podem ver meus queridos pais, tratar das flores e da capela não é só o que temos para fazer! :-)

 

Welcome Back da PSN

09 Jun

Há uns tempos houve uns hácaros que conseguiram roubar informação de cartões de crédito da Playstation Network. Não deixa de ser preocupante uma entidade que consideramos segura à partida, que investe mais em DRM do que em proteger este tipo de dados sensíveis. Para compensar os clientes a Sony ofereceu 2 jogos gratuitos de possíveis 5. Eu já escolhi e descarreguei os meus. A escolha foi simples e removi logo os FPS já que não me ajeito a apontar com o comando. O Little Big Planet seria uma boa opção, mas como o meu cunhado já o tem, também não o escolhi. Escolhi então Dead Nation e Wipeout.

Dead Nation

O Dead Nation é o jogo típico de zombies, mas pelo que joguei até agora está mesmo muito bem conseguido. Tem um ambiente espetacular e efeitos muito interessantes. Dá para jogar a dois na mesma PS3, e isso é que é pena, porque este jogo a 4 seria muito mais interessante. Ainda assim gostei e já está na queue para ser jogado até ao fim.

Wipeout

Este pacote inclui o Wipeout HD e a expansão Wipeout HD Fury. Ainda não me habituei bem às corridas mas também acho que o jogo tem muito potencial, especialmente por ser muito arcade. Faz-me lembrar o Modnation Racers, com armas e muito divertido. Também já fica em queue para ser jogado até ao fim.

 
 

Ambiente de Trabalho

08 Jun

Venho por este meio atender ao desafio lançado no Portal Pessoal de apresentar o ambiente de trabalho. Enquanto lia este post decidi tirar logo uma foto, especialmente porque ao contrário do exemplo nesse post, a minha área de trabalho é super hiper mega caótica.

Esta deve ser a única parte de casa em que eu tenho carta branca. Mas sempre que vem cá alguém comer, tenho de remover tudo, se não apanho. O fundamental da minha área de trabalho é o meu portátil com 500 anos, um pentium centrino 1.7 com 1 gb de RAM. Tenho aquele teclado extra porque uma vez deixei cair água para o teclado do portátil e ele nunca mais foi o mesmo. O caderno entre o teclado e eu é indispensável. Sou daqueles indivíduos que está sempre a rabiscar.

O resto da tralha inclui a máquina fotográfica, o telemóvel, o meu relógio de corrida, os phones que uso muito para conversar em trabalho e um candeeiro a apontar para o ecrã para que nunca fique às escuras. Os mais atentos podem detetar um livro de danças do varão que a minha noiva trouxe da sua despedida de solteira. Às vezes é necessário para alguns apontamentos técnicos. Também não sei o que está ali a fazer aquele peluche feioso, isso são coisas dela.

A vista para o aquário é sempre agradável e nota para a televisão lá ao fundo. Tenho sempre a TV ligada, ou num canal de notícias, ou na eurosport, ou no “national discovery”. A verdade é que a maior parte do tempo não estou atento ao que passa na TV, mas gosto do barulho de fundo, e é sempre bom para alguns escapes. Lá ao fundo na lareira também tenho o meu quadro branco que uso às vezes para planear e organizar os pensamentos (embora também sirva para outras coisas).

Faz-me falta uma máquina de jeito. Estou com alguma esperança de conseguir financiamento no casamento. De momento esta é a única desvantagem de trabalhar em casa, já que anteriormente tinha postos de trabalho muito bons, sempre com dual monitor. Isto às vezes claro, outras vezes tinha aqueles monitores em que se nota o refresh rate e lá tinha eu de começar a resmungar com o patronato.

Fora esse detalhe, adoro o meu ambiente de trabalho. Também é normal, já que o montei à minha medida.

 
 

Lição de direitos do consumidor

07 Jun

No outro dia tive uma grande lição de direitos de consumidor por parte da minha noiva. Fomos à Decathlon porque ela me tinha oferecido um relógio de corrida, que agora estava com alguns dígitos sumidos. O senhor abriu aquilo e disse que era por ter entrada água lá para dentro, que eu devia ter  metido de alguma forma o relógio dentro de água, coisa que não fiz. O que fiz, e mal, foi trocar a pilha. Aparentemente trocar a pilha é uma tarefa complexa já que é preciso ter vedantes e não sei quê.  Eu já só pensava: mas que raio de porcaria de relógio, um gajo muda a pilha e se não faz o pino estraga-se com suor?

A minha noiva é que não foi em cantigas e deu a entender que queríamos a garantia. Não sei porquê, mas o homem mudou logo de atitude e levou-nos à senhora que nos trocou o relógio por um vale do mesmo valor. Depois fomos procurar outro relógio para mim. Encontrei um mesmo porreiro, que além de sensor de velocidade ainda tem frequencímetro. Estava a 75€, o que era mesmo ideal.

Mas a senhora foi ver e o relógio estava indicado como custando 130€. Eu nessa altura já ia dizer algo como: pronto, então deixe lá que nós vamos ver melhor e escolher. Mas a minha noiva vira-se para ela e diz:

Então olhe, queremos esse relógio ao preço de 75€.

Fiquei todo abananado. A minha noiva trabalhou no Continente uns tempos e sabe como as coisas funcionam. Se nós vemos um produto a um preço e depois afinal ele custa mais, nós temos direito ao preço indicado. Claro que se eu pegar numa bicicleta e disser que a vi na zona dos sapatos a 10€ não cola. A etiqueta com o preço tem de ter exatamente o produto em questão.

Ela diz que as pessoas têm indicações para tentar dar a volta, mas que se o cliente insistir têm mesmo de assumir o erro e fazer a venda pelo preço errado.

Bem, a verdade é que cheguei a casa com um brinquedo novo, muito mais porreiro que o anterior. E apesar de tudo, continuo com muito boa imagem da marca Decathlon. Agora vou é ter de ter cuidado com a mudança de pilha!

 

Corrida de Santo António

06 Jun

Ontem fui correr a Corrida de Santo António. Com um percurso muito fácil e sempre plano, e com uma temperatura muito agradável, eu não me portei nada bem. Ao km 2 comecei com dor de burro que durou quase até ao km 7. Não sei bem porque me surgiu esta debilitação, mas enquanto corria eu culpava a má alimentação dos últimos dias. Mas após a corrida tive outra pista.

Nesta corrida houve uma coisa engraçada: a organização colocou em pista três corredores especiais. Cada um levava uma bandeira de tempo e a ideia é que iam concluir a corrida naquele tempo. Havia a bandeira dos 60, dos 50 e dos 40 minutos. Eu como queria bater os 50, tinha ali um bom ponto de referência. Ao km 1 já eu tinha ultrapassado o bandeira 50 a todo o vitesse, sendo só ultrapassado ao km 4, quando já não me sentia nada bem.

A minha teoria é que me deixei levar pela velocidade e comecei demasiado forte. Mas nunca reparei nisso. Quando fui ver as estatísticas do meu computador de corrida, tinha feito uma média de 176 bpm e atingi um máximo de 187! Eu não consigo ter um gráfico de evolução durante a corrida, mas penso que aquele máximo terá sido algures nos dois primeiros km. Em termos de velocidade tenho o mesmo cenário. Diz que fiz uma média de 11.1 km/h, que dá 1 km a cada 5m40s. Mas tenho um máximo de velocidade de 14 km/h que daria 1 km a cada 4m20s!

Ainda assim por volta do km 8 já estava estável e ainda consegui fazer o último km a muito bom ritmo, fazendo menos de 5 min. No total fiz 52m33s. Mas sem dúvida que tenho de começar a ter mais atenção ao meu ritmo e ignorar o que anda à minha volta. No final da corrida ainda tivemos direito a um manjerico de prenda. Foi um bom evento, só fiquei triste por ter quebrado daquela maneira.