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Archive for September, 2011

Trilho Pertinho do Céu

29 Sep

O último dia no  Gerês levou-nos pertinho do céu. O trilho Pertinho do Céu aparentava ser curto mas, como o nome indicava, de altimetria complexa. O mapa indicava que primeiro eram 2 km a subir e o resto tudo a descer. O problema é que começámos ao contrário… e então fizemos quase 7 km sempre a subir. O início foi complicado, pois perdemos o rasto ao trilho várias vezes. Acontecia chegarmos a uma encruzilhada e não termos qualquer sinal nas redondezas.

É certo que a falta de marcas contribui para a aventura, mas depois de tantos trilhos seguidos, já começávamos a ficar com pouca paciência para a falta de marcas. Mais uma vez ajudou termos um Android a traçar o trajeto.

Neste trilho sobe-se muito e temos vistas muito bonitas. Tão bonitas que de tarde até fomos buscar as meninas para as levar a um miradouro lá ao pé. Foi um trilho que fechou em cheio estas férias no Gerês. Ao todo demorámos 2h30 a fazer os 8.4 km que o meu pedómetro indicou.

 

Inspeção Periódica

28 Sep

Tive de levar o meu carro à inspeção periódica há uns dias e confesso que estava preocupado. Isto porque quando furei um pneu o vendedor me tinha dito que os pneus precisavam de ser trocados, e há mais de um ano que quando mudei os travões, na MIDAS me disseram que precisava de trocar os amortecedores asap. Acontece que passou tudo! Qual é a lição do dia? O pessoal da MIDAS faz publicidade a dizer que oferece a vistoria mas o certo é que não se pode confiar depois no que eles dizem que é preciso.

Apesar dos medos que eu tinha correu tudo lindamente e super rápido. Vamos lá ver se para a próxima tenho tanta sorte.

 

Trilho da Preguiça

27 Sep

Depois de fazer 18 km pelo Gerês no dia anterior, escolhermos um trilho mais pequeno e leve, até para fazer com as meninas. O trilho escolhido foi o Trilho da Preguiça e já tínhamos visto na net que era muito acessível. Mas quem disse que era acessível não deve ter feito por certo o mesmo trajeto que nós, já que demorámos 2h8m a fazer 3 km.

O trilho começou muito acentuado, algo que não agradou às meninas, que cedo começaram a refilar connosco. Desta vez não tínhamos culpa. Ainda assim acho que resultou bem, já que tiveram oportunidade de visitar uns dos trilhos mais bonitos que fizemos no Gerês.

O trilho é sempre por vegetação densa e sobe até ficarmos com uma vista muito bonita. É moroso, e depois da tantos KM que já tínhamos nas pernas, ainda custou a fazer, mas valeu muito a pena.

 

Meia Maratona de Portugal 2011

26 Sep

Ontem acabei a minha primeira meia maratona. Já tinha feito várias provas de 10 km mas nunca mais que isso. A prova não me correu nada bem e até passei uns quantos km a andar, concluindo a prova em 2h28m. Não sei se fui penalizado pelo calor ou se ainda estava debilitado da gastro, mas penei. Comecei bem, a tentar manter uma velocidade de 10 km/h. A minha teoria era fazer os primeiros 10 km a 10 à hora e o resto a 11 à hora. O problema é que lá pelo km 15 eu estoirei. Andei um bocado e depois quando quis voltar a correr estava com os pés numa lástima. Já cheio de bolhas foi complicado apanhar o passo. Para piorar os últimos dois abastecimentos já estavam vazios.

Nos últimos km forcei-me a voltar a correr e já quase no parque das nações tinha de ir com cuidado que era só caimbrãs a surgir nos gémeos. Esta foi a prova desportiva mais devastadora que já fiz. Gostei muito, mas para a próxima tenho de me preparar melhor e fazer pelo menos sem parar de correr.

 

Gastroenterite Aguda

23 Sep

Depois da passada vindima passei por um dos piores momentos da minha vida, em termos de saúde. Não sei o que comi ou fiz para tal acontecer, mas segundo a médica do hospital só de olhar para mim tive uma gastroenterite aguda. Estava com muita diarreia e vómitos e muito mal disposto da barriga. Não sabia se era intestinos ou estômago, ou se era ambos. Só sabia que nem conseguia estar sossegado.

Fomos logo para o hospital onde fiquei mais de 2h à espera. Apesar de estar tão mal o enfermeiro deu-me um coiso verde e lá fiquei eu na mesma com diarreia e vómitos. A certa altura acho que já estava a começar a ficar seriamente desidratado, até já me começava a dar caimbrãs e sentia-me super fraco.

A minha mulher teve de se impor e foi lá fazer barulho, altura em que me levaram lá para um bloco. A partir daí deram-me uns comprimidos para a diarreia, e através da veia levei soro e medicamento para não vomitar. Também fiz exame de sangue, onde tinha tudo bem exceto a glicose muito alta. Estava tudo bem, pelo que fiquei lá mais 2h a receber soro e depois vim para casa. Estava melhor, mas ainda um bocado nhonhó. Só me lembro de deitar e pensar que não conseguiria adormecer a sentir-me daquela maneira. O certo é que depois disso só me lembro de acordar.

Agora estou a medicamentos e com uma dieta super estranha composta de coisas mal saborosas. Daqui a uns dias tenho uma meia maratona, e não sei se estou recuperado até lá. Vamos ver…

 

Trilho Itinerante: Parque Nacional Peneda Gerês

22 Sep

Com um dia aberto e quente partimos para fazer o Trilho: Parque Nacional Peneda Gerês da Revista Itinerante: Da “Porta” de Campo do Gerês à Barragem de Vilarinho das Furnas. Este era o percurso mais longo até à data e contávamos com 18 km pela frente. Ainda assim prometia ser em cheio e um dos melhores dos trilhos do Gerês.

Nós tínhamos o ficheiro GPX do trajeto e um telemóvel com GPS que o conseguia ler, mas tínhamos medo que a bateria fosse ao ar, pelo que levámos a revista e fomos seguindo o mapa e as indicações. Este trilho não está marcado como os que costumamos fazer, e por isso ter uma boa fonte de orientação era fundamental.

Felizmente a descrição na revista é muito útil e serviu para nos guiar durante todo o percurso. Ainda surgiram algumas dúvidas aqui e ali, mas foram facilmente dissipadas com auxílio do mapa.

Este trilho valeu muito a pena pela diversidade de lugares que visitámos. A certa altura chegamos à lagoa de Vilarinho das Furnas e sem qualquer sombra de dúvida fomos logo dar um mergulho. Cortámos o trilho e descemos por uma encosta íngreme. Tirámos a roupa e mergulhámos numa água que estava espetacular. Ainda deu para nadar um pouco.

Depois lá seguimos até à barragem de Vilarinho das Furnas. Daí fomos sempre pelas alturas até Bom Jesus das Mós. Algum tempo depois lá chegámos de volta à porta do Campo Grande, contabilizando 17.5 km em 4h34m.

Foi um trilho espetacular e ainda bem que o seguimos.

 

Vindima 2011

21 Sep

No fim de semana passado, como já é habitual todos os anos, fomos ajudar os pais do meu cunhado com a vindima deles. O processo é simples: aproveitamos o aniversário do meu cunhado para ir passar lá o fim de semana e ajudamos a apanhar a uva. Como vamos uns quantos, é um processo rápido, até porque é uma vindima pequena.

Apesar de não gostar de vinho é sempre algo que até gosto de fazer. Depois de apanharmos tudo vai para uma máquina que eles têm que separa os galhos do sumo, e a partir daí já não sei bem como se processa. Nunca provei do vinho que ajudei a fazer, mas os meus pais e os meus sogros aprovam.

 

Trilho do Megalitismo de Britelo

20 Sep

O Trilho do Megalitismo de Britelo prometia imenso mas acabou por ser dos trilhos que fizemos no Gerês que menos gostámos. É um trilho com altimetria muito acentuada até meio. É sempre a subir e apesar de bonito ficava aquém do que estávamos à espera.

A certa altura vimos uma pedra marcada fora da estrada. A princípio pensámos que era a confirmar o sítio por onde íamos, mas após alguma desconfiança fomos lá ao pé e notámos que havia um carreiro a sair pela vegetação. Seguimos então pelo meio do mato e da montanha, e o trilho até que começou a ficar mais interessante.

Até deu para ver animais como cavalos e vacas. Contudo, aconteceu por duas vezes perdemos por completo o rasto ao trilho. Apesar desta situação até ter contribuído para o nível de aventura, não deixou de deixar sinais de um trilho ao abandono. Lá tivemos de pegar no mapa e no GPS para tentar encontrar o caminho. Felizmente mais tarde ou mais cedo lá o voltávamos a encontrar. Foram quase 3h para fazer 10 km, sendo que o que nos atrasou mais foi perder o rasto ao trilho.

 

Artigos com Geotag

19 Sep

Um blog que aprecio muito que em conteúdo que em forma é o Going Slowly, um blog de um casal que anda a dar a volta ao mundo de bicicleta. Um dia destes reparei que eles têm uma página com um mapa por onde andaram. Eu também tenho uma coisa parecida no picasa, mas fui investigar e fiz o mesmo com os posts do blog. O resultado está nesta página.

A ideia é adicionar uma meta tag a cada post com a referência geográfica. No meu caso eu adiciono informação com a latitude, longitude e a imagem associada. Os mais técnicos podem ver o código aqui.

 
 

Volta do Rio mais 3

16 Sep

Depois de ter feito a Volta do Rebuçado em Mafra consegui logo no fim de semana seguinte voltar a ter bicicleta emprestada para fazer mais uma volta. Desta vez fui só eu e o meu outro cunhado, e demos uma volta algo parecida mas com muitas diferenças. Esta volta voltou a ser espetacular. O nome da volta advém de um percurso de cerca de 15m, sempre por vegetação que se fecha como que a fazer um túnel, e com um riacho ao lado. Foi engraçado também porque tivemos de atravessar esse riacho quatro vezes. Lá molhei os ténis todos e houve uma vez que ainda consegui atravessar sem ir ao charco.

Também foi a primeira vez que tive uma mazela. Aconteceu numa subida mais técnica, quando coloco o pé no chão para me apoiar e o pedal vem cheio de velocidade e me acerta no gémeo. Aconteceu isto umas duas ou três vezes até que me comecei a sentir um bocado estranho. Parei e olhei e estava tudo cheio de sangue. Ora, eu no outro dia dei meio litro de sangue sem qualquer problema, mas desta vez comecei a ficar zonzo. Felizmente o meu cunhado tinha um kit de primeiros socorros e deu para limpar e para me ligar. Depois de um bocado para me recompor lá seguimos viagem.

Foi uma volta em grande. Cada vez começo a gostar mais de BTT, por ter várias coisas de que gosto imenso: contacto com a natureza e paisagens magníficas, muito bom exercício e muito conhecimento técnico para aprender. Nesta volta fizemos 32 km em 2h42m e segundo o meu frequencímetro gastei 2047 calorias. Houve várias subidas de respeito que não consegui completar, o que faz com que me dê mais vontade de superar aqueles desafias. Aliás, penso que um dia que consiga fazer esta volta sem parar mereço uma prenda!