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Archive for October, 2011

Nova Aventura Profissional

31 Oct

Em setembro recebi uma proposta muito interessante da RUPEAL para ir trabalhar com eles. Fazia exatamente 1 ano que tinha começado uma aventura por conta própria. Na verdade não foi propriamente por conta própria, já que apesar de ter feito várias coisas, o principal foi a minha colaboração com a Vortix Games, onde fiz vários jogos flash. Foi muito bom trabalhar com eles. Contudo, várias circunstâncias aliadas a uma proposta muito interessante por parte da RUPEAL fizeram-me mudar novamente.

Vou trabalhar precisamente num projeto que já conhecia e admirava há algum tempo: o InvoiceXpress. Este produto é uma ferramenta online de faturação que tem dado nas vistas pela simplicidade, design e  funcionalidades. Tive de me adaptar a novas tecnologias e novas ferramentas, mas confesso que isso até me dá gozo. O ambiente é muito porreiro e casual, sendo que parece uma startup, quer pelo pessoal, quer pelo espaço. Gosto particularmente da tabela de basket.

O escritório é na LX Factory, que já conhecia vagamente. Nem é uma má localização para mim e, pelo menos por enquanto, não estou a sentir os malefícios do trajeto do trabalho até casa. Confesso que a início achei a LX Factory muito estranha, com um look pouco cuidado. Mas com o passar do tempo comecei a apreciar imenso todo este ambiente indie e casual que se sente por aqui. Gosto particularmente de ver tantas pessoas a vir de bicicleta. Talvez um dia experimente, mas como moro longe há de ser complicado virar rotina.

Após um mês estou muito satisfeito com a nova rotina. É certo que o sonho da aventura por conta própria ficou para trás (ou simplesmente em stand by?), mas estou entusiasmado e a fazer algo que me dá prazer. E isso é o mais importante.

 
 

Passeio Noturno Movefree

27 Oct

No passado 19 de outubro fui experimentar um passeio noturno BTT com a Movefree do Dolce Vita. Já estava para experimentar um passeio com eles há muito tempo, mas nunca tinha conseguido agenda livre aquando dos passeios. Este era o último passeio da época e desta vez não falhei. E o meu cunhado também me acompanhou. Chegámos cedo e rapidamente nos apercebemos que o pessoal chega um bocado fora de horas. Para atrasar ainda mais houve quem chegasse logo com um pneu furado. Eles aproveitaram para dar umas dicas de mudança de pneu e num ápice pusemo-nos à estrada.

Penso que iam cerca de 6 pessoas do staff a conduzir-nos e a proteger-nos nas rotundas e cruzamentos. Achei o pessoal da organização muito simpático e acessível. Começámos por asfalto até chegar às lezírias. Aí foi a parte mais gira, já que atacámos a cerca de 20 a 25 km/h uma estrada de terra batida sem qualquer luz. Nós tínhamos alguma luz, mas era claramente insuficiente. Praticamente só conseguíamos discernir os limites da estrada. Andar pelas escuras assim fazia com que não soubéssemos o tipo de piso que nos esperava, e isso aliado à velocidade foi muito interessante e engraçado. Aqui ainda perdemos um bocado a proximidade ao grupo da frente, talvez por inexperiência, mas fora isso conseguimos sempre acompanhar o grupo. A certa altura até fizemos o nosso dever cívico e ajudámos um pequeno porco espinho a atravessar a estrada.

O passeio durou durante cerca de 38 km, quase sempre por terreno plano. A pesar de não ter uma altimetria complexa, andámos sempre a um bom ritmo o que resultou num exercício muito interessante. Eu então tive ainda dose extra, isto porque fui e vim de bicicleta até ao Dolce Vita. Se para ir foi fácil e sempre a descer. para lá foi mais complicado. Apanhei uma subida longa e dura que nunca mais acabava, e depois uma subida curta que também nunca mais acabava. Cheguei a casa estoirado e com sentimento de missão concluída.

Foi um passeio muito agradável e penso que vou começar a ser assíduo nestes passeios quando voltarem, para o próximo ano.

 

Monte Selvagem

25 Oct


No passado sábado fomos visitar o Monte Selvagem. Confesso que ainda não tinha ouvido falar dele, mas como vários amigos combinaram um passeio por lá, nós também alinhámos. Apesar do Monte Selvagem ser um pouco perdido pelo Alentejo, até nem foi muito complicado lá chegar. Pagámos o bilhete e começámos a fazer um percurso sugerido para ir vendo os animais. Este mini parque tem vários animais e ainda tem uma quinta pedagógica onde podemos interagir com vários animais típicos de quintas. A quinta foi dos pontos favoritos, já que contém vários animais muito amigáveis que vinham ter connosco em busca de comida e mimos. De resto havia vários animais interessantes e engraçados, e especial destaque para as duas crias de javali que vimos.

Além da parte a pé, também há disponível um passeio de trator onde podemos ver vários animais.

Mas aquilo que acabou por ser mais giro no parque, foram as diversões. Eu então, que nunca consigo aproveitar parques de diversão, diverti-me à brava num trampolim gigante que eles têm. Penso mesmo que foi a parte favorita do grupo, já que até lá voltámos uma segunda vez. Os nossos saltos causavam tal efeito, que até as meninas voavam pelo ar. Elas adoraram. Saltámos durante tanto tempo que ficámos todos suados e, já no chão, quando tentávamos saltar de pés juntos parecia que estávamos com pesos nos pés.

Depois ainda fomos experimentar umas andas que lá estavam. Ainda demorei a apanhar-lhe o jeito, mas depois até já me conseguia movimentar com alguma facilidade.

Foi um dia muito divertido, e embora a minha mulher tenha adorado, não sei se tão cedo lá voltaremos. É longe e achei o preço caro, quando comparado com o Zoo de Lisboa por exemplo. Ver também o relato de um dos meus amigos.

 
 

Primeira noite de chuva do Newton

24 Oct

Esta noite que passou foi marcada por um super vendaval acompanhado de muita chuva. Foi a primeira noite má que o Newton apanhou desde que teve de se mudar para o quintal. Ontem de noite chovia tanto que  nem o levei lá fora antes de ir deitar, se não tínhamos ficado os dois encharcados. Confesso que adormeci com alguns remorsos.

De manhã vou ao quintal e está tudo uma confusão. Folhas e flores e terra pelo chão, vasos tombados e… lá vem o Newton todo contente com o rabo a dar a dar ter comigo. Lá ficou na sua casota a noite toda aconchegado e lá a passou. Nem estava molhado nem nada. Fez-me lembrar algo que a minha mãe uma vez me disse: “Ele contenta-se com pouco”. E é verdade, ele para ficar feliz só precisa da atenção e mimos dos donos. E eu para compensar ainda lhe atirei umas quantas bolas. E se logo estiver bom tempo ainda sou capaz de ir correr com ele para o parque.

 
 

Atomik Kaos 3

18 Oct

A seguir ao Dear Explorer, o Atomik Kaos 3 – Crystals é o meu segundo jogo flash a ser publicado. É um jogo de puzzles baseado em átomos que libertam partículas. Cada átomo tem a sua forma própria de libertar partículas, que por sua vez destroem outros átomos. O objetivo de cada nível é destruir todos os átomos com um número mínimo de clicks.

Apesar da base deste jogo ter sido rápida e fácil de fazer, este jogo trouxe-me vários desafios inesperados no campo da matemática. Havia muitas rotações e movimentos para implementar, já para não falar de vários dos efeitos especiais. Tudo isto são disciplinas que me passaram ao lado durante toda a minha vida profissional. Aos poucos ainda recuperei aquela teoria dos PIs, cos e sen, mas nunca me senti completamente a dominar isto tudo.

Este jogo vem com um editor de níveis público que qualquer pessoa pode usar para partilhar níveis. Foi este editor que foi usado para fazer todos os níveis da campanha e fiquei muito contente com ele. Confesso que não sou muito adepto de jogos tipo puzzle, mas este jogo deu-me imenso gozo a fazer.

 

Survival 6

13 Oct

No fim de semana de 8 de outubro fomos participar no Survival 6. Não sabíamos bem com o que contar, mas íamos ansiosos à aventura. A primeira aventura foi colocar tudo num só carro. Éramos cinco, e isso incluía duas tendas, cinco sacos cama, 5 mochilas de tralha e comida para cinco para as refeições do fim de semana. Fomos completamente atulhados em tralha, mas nada de impeditivo.

1ª Prova

Chegámos lá já de noite depois de duas horas de viagem e um dia de trabalho cansativo. Fomos dos primeiros a chegar e começámos logo a montar as tendas. Uma delas é de montagem rápida, mas a outra é mais complexa e maior. Mas correu tudo bem. Depois fomos aproveitar para jantar e não faltou muito para a organização nos dar um papel com os dados da primeira prova. Não sabíamos bem como funcionavam as coisas e pensávamos que haveria uma hora de partida. Fomos então preparar as mochilas, colocar água nos cantis, por aí fora. Depois um de nós perguntou quando é que a prova começava e ai soubemos que assim que nos dão o papel já está a contar. Seguimos logo.

Eram 23h quando abalámos e estava uma noite cerrada mas bem visível fruto de uma lua quase cheia. Tínhamos um mapa com um ponto que tínhamos de atingir, a poucos KMs, e foi fácil de lá chegar. Quando chegámos tínhamos 2 jangadas de plástico ligadas por um fio que tínhamos de usar para passar para o outro lado do rio. No meio da noite! Foi muito giro estar a navegar em plena noite, tendo somente como referência uma luz do outro lado que fazia de farol. Havia vento e a água estava agitada, e isso ainda contribuiu mais para a aventura.

Chegámos ao outro lado com facilidade. Por lá estava mais um posto de controlo onde recebemos a próxima posição e uma tarefa de bónus que consistia em seguir a ursa maior. Um de nós avistou a estrela e lá fomos todos a correr. Por detrás lá de uns arbustos lá encontrámos o bónus e marcámos o seu código. Depois seguimos para o ponto seguinte onde tínhamos que percorrer pelo meio do mato, às escuras, uma corda que estava atada a várias árvores. Fizemos isso tudo e no fim reparámos que não tínhamos lido o enunciado todo e que tínhamos de encontrar umas cordas penduradas. Essas cordas tínham vários nós e nós tínhamos no enunciado uma tabela de código morse. Após percebermos que um nó era um ponto e dois nós era o traço facilmente montámos o código que era pedido no posto seguinte.

No posto seguinte deram-nos mais um enunciado. Desta vez tínhamos de passar por uma zona onde havia vários vigilantes. Se fossemos detetados teríamos de voltar ao princípio. Então associámos o código do desafio anterior a coordenadas de xadrez e com base na grelha que nos deram marcámos os sítios onde estariam os vigilantes. Ainda fomos apanhados uma vez por descuido, mas fora isso passámos esta parte num instante.

Fomos a primeira equipa a chegar ao fim e depois disso voltámos atrás para a base. Já íamos noite dentro e estávamos bem cansados. Antes de deitar ainda preparámos a mochila para o dia seguinte, e depois disso tivemos todos uma bela noite de sono.

2ª Prova

Acordámos bem cedo, talvez devido à luz do dia. Aproveitámos para comer e logo logo chegou o enunciado da prova número dois, de nome quebra-ossos. Tínhamos coordenadas de uns vinte pontos, cada um com uma pontuação, e o objetivo era apanhar o máximo de pontos possível. Ainda houve um problema com as coordenadas que a organização teve de resolver, mas depois disso marcámos todos os pontos no mapa que recebemos e começámos a fazer a estratégia. Teoricamente seria impossível apanhar todos os pontos. Como havia pontos agrupados por zonas que davam bónus, escolhemos a zona mais valiosa para fazer. Nesta prova, dois elementos iriam andar de kayak e os outros três iriam fazer BTT. Todos os pontos perto da água ficaram para a equipa dos kayaks, que foi aquela em que participei. Fomos levantar as bicicletas e kayaks  começámos logo. Combinámos que teríamos de estar de volta pelas 16h, já que ao chegar antes das 17h à base teríamos os pontos duplicados.

O meu colega pegou no mapa e seguimos para aquela que seria uma de três ilhas no meio da lagoa. A verdade é que não encontrámos ilhas nenhumas e perdemos muito tempo completamente desorientados. Isto até alguém da organização nos dizer que estes mapas são representados com o nível máximo de água, e neste momento havia menos 2 metros de altura de água. Ou seja, as nossas ilhas eram agora uma super península. Após este contratempo conseguimos facilmente apanhar 3 pontos, sendo que dois deles eram da zona que pretendíamos. Para poupar tempo ainda passámos uma península por terra a carregar o kayak à mão.

Depois seguimos para os próximos três pontos. O grande problema é que com o desnível de água tão diferente do mapa, não tínhamos como encontrar o próximo sítio. Na verdade perdemos imenso tempo a procurar no local errado, ainda por cima por um ponto que só valia 200 pontos. Claro que na altura não o sabíamos. A certa altura desistimos e fomos diretos ao ponto da zona que nos faltava, que ainda era longe. O ponto chamava-se plátano e avistámos ao longe o sítio onde deveria estar. Fomos a correr cerca de 1 km mas quando lá chegámos, para nosso espanto, apanhámos foi o ponto Nogueira. Este ponto segundo o mapa estava à beira rio… Após esclarecermos a nossa posição partimos para o plátano. Este era o ponto que faltava e andámos imenso tempo à procura dele sem o encontrar. Sem marcos para seguir no mapa, com tantas limitações de orientação, foi muito frustrante. Este ponto era fundamental, mas depois de tanto tempo à procura decidimos ir em frente. Aproveitámos que estava em caminho e ainda conseguimos um outro ponto, fazendo um total de cinco. Depois foi cerca de 30min a remar até ao ponto de encontro.

Felizmente os nossos colegas de bicicleta conseguiram cumprir a função deles. O problema foi mesmo ficar a faltar o plátano para completar a zona. Mas sem que tenhamos feito por isso, aqueles dois pontos extra que apanhámos permitiram-nos fechar uma outra zona menos valiosa. Menos mal. Tivéssemos conseguido o plátano e teria sido uma mega prova.

Após a prova voltámos à base, tomámos uma banhoca e comemos. De repente já estava de noite e começávamos a pensar em ir dormir, quando reparámos que ainda eram 20h. Já estávamos todos trocados. Ainda ficámos até por volta das 22h, mas depois fomos dormir e descansar o máximo possível.

3ª Prova

Por volta das 4h da manhã começámos a acordar com o barulho de uma outra equipa. Pouco faltou para chegar a nossa vez de receber um enunciado. Bem no escuro, lá nos vestimos e preparamos e seguimos. Tínhamos de chegar a um ponto que não era muito longe, mas estava muito escuro e estava complicado de nos orientarmos. Chegámos ao primeiro ponto de controlo e tivemos dois desafios. No desafio de team building havia umas cordas no chão e três de nós teriam de passar por lá com os olhos vendados, recebendo indicações dos colegas. O primeiro a tentar falhou imensas vezes algo que parecia tão fácil. O certo é que o segundo a tentar também não teve sucesso, mostrando assim que era mais difícil do que parecia. Após perdermos o desafio tivemos um enigma matemático para resolver. Bem de noite e ensonados lá conseguimos uma resposta e obtemos o próximo ponto.

Seguimos em direção ao próximo ponto e tivemos muitas dificuldades em o encontrar. Esperávamos encontrar um posto com alguém, mas este ponto era só uma marcação. Tivemos de parar e repensar tudo até encontrarmos o sítio exato do ponto. Quando o fizemos lá vimos a marcação e seguimos para o próximo. Andar pela escuridão não nos dava muita confiança na nossa orientação mas pouco depois chegámos a mais um posto de controle. Desta vez tivemos de fazer com jornal e fita cola uma estrutura que aguentasse uns 3kg de peso e onde fosse possível passar uma bola lá por baixo. Andámos às turras e falhámos novamente. Depois no enigma tínhamos uma forma com fósforos e só mexendo em três teríamos de fazer oito retângulos. Após algumas voltas a solução apareceu e seguimos para o ponto seguinte.

No ponto seguinte  tivemos um dos nossos desafios favoritos. Havia um circulo no chão e tivemos de nos deitar fora dele e foi colocada uma bola de ténis na posição da nossa cabeça. Depois todos juntos já dentro do circulo teríamos cada um de apanhar a sua bola. A ideia é que todos os outros agarravam o outro enquanto ele se esticava ao máximo para apanhar a bola. Conseguimos isto com facilidade. Como enigma tivemos um daqueles jogos de QI em que tínhamos sequencias de chapéus e tínhamos de descobrir o próximo. Não foi fácil e demorámos algum tempo até encontrar uma solução. Após isso lá seguimos para o posto seguinte.

No posto seguinte houve um desafio que também foi muito fácil. Havia uma pequena plataforma de madeira com um copo com água e cinco cordas. Nós tínhamos de as esticar e levantar a plataforma sem deitar água fora. Depois disso era mover o copo para outra ponta da estrada. Conseguimos sem dificuldade. Como enigma tínhamos uma folha com vários pontos e tínhamos de dizer qual o número mínimo de retas necessárias para ligar todos os pontos. Andámos às voltas e não conseguíamos menos que sete. Como não era preciso provar a resposta, ainda pensámos em fazer batota e simplesmente dizer seis, mas depois mudámos de ideias e lá demos a resposta sete. Ironicamente nessa altura duas equipas que já nos tinham apanhado seguiram noutra direção. Viemos mais tarde a saber que eles deram outra resposta e só aí nos apercebemos que ao acertar no enigma recebíamos um ponto direto, e ao falhar íamos dar uma volta maior. Este enigma era mesmo para detetar batoteiros. Nessa altura também nos apercebemos que tínhamos falhado logo o primeiro e por isso fomos para aquele ponto esquisito que nos fez perder tanto tempo.

Conseguimos recuperar tempo às outras equipas e no posto seguinte tivemos de andar a contar feijões. Foi uma seca mas à segunda tentativa lá conseguimos. Como enigma tínhamos algo já conhecido. Demos uma resposta que não era a que eles tínham mas que fazia sentido e a rapariga lá nos mandou para o posto certo. Nesse posto, que seria o último, havia uma corda presa a uma árvore e um de nós teria de estar lá agarrado sem tocar no chão e apanhar vários objetos. Também fizemos esta parte sem grandes dificuldades. Depois disso fomos em ritmo acelerado para a base para tentar recuperar o tempo que já havíamos perdido.

Quando chegámos ainda tivemos de encher um balde com um outro que estava cheio de furos. Tínhamos de ir do rio até ao repositório sem deixar sair muita água. Não escolhemos a melhor estratégia e também perdemos este posto. Era o fim desta prova para nós.

Conclusão

Bem cansados e com a prova completa, fomos tomar banho, comemos e arrumámos as tendas. Por volta das 10h estávamos despachados, e a partir daí foi só esperar imenso tempo até termos os resultados. Pensávamos nós que até tínhamos feito uma boa competição, mas a verdade é que os Malfeitores da Passarinha ficaram em 7º de 11 equipas. Ainda assim adorámos a experiência e é para repetir. Fizemos vários erros, também devido a ser a primeira vez, e aprendemos com isso. Ficámos um bocado desapontados com a pontuação e com algumas coisas, mas não foi o suficiente para anular a satisfação que tivemos na participação. Tirando a enorme espera do último dia a organização esteve espetacular. Só gostaria de saber à priori mais informação sobre as provas, como pontuações possíveis. Também seria útil irem divulgado os rankings das equipas após cada prova. Em suma, que venha o próximo Survival!

Ver também os relatos dos meus outros colegas:

 

87 km de Trilhos em Duas Semanas

11 Oct

A lançar dois artigos por semana ainda demorou mais de um mês para catalogar todos os trilhos que fizemos nas férias, tal como alguns pontos de interesse favoritos. Foram umas férias em pleno contacto com a natureza que serviram para aliviar bem o stress, mas que foram bem cansativas. Mas valeram muito a pena.

A primeira semana foi pelos lados de Vila de Rei e andámos por:

Pelo Gerês, andámos pelos seguintes:

 

Poço Negro

06 Oct

O Poço Negro é um local de banho soberbo que fica escondido pelos cantos do Gerês. Nestas férias até já havia um acesso fácil, mas há uns anos quando o conheci era preciso estar a descer mato para lá chegar. É um local de água translúcida e funda, onde se vê vários peixes. Outro plus e que se pode saltar para a água de forma segura de uma altura até 3-4 metros.

Eu detesto saltar pois detesto este tipo de velocidades, mas ainda assim arrisquei e saltei umas quantas vezes. Não gostei muito, mas foi para me habituar porque nunca se sabe quando vou precisar de fazer coisas destas.

Um dos dias que lá fomos ainda aproveitámos para subir o riacho. É um caminho difícil mas muito bonito e vale a pena. Em suma, o Poço Negro é um must see no Gerês.

 
 

Banheiras Romanas

04 Oct

Perto do sítio onde ficámos nas férias no Gerês, há um local de nome desconhecido mas apelidado de banheiras romanas. Tem este apelido porque à beira rio há fontes de água quente, e porque fica ao lado de umas ruínas romanas. Este poço onde foi tirada a primeira foto tem água muito quente e um chão de lodo muito nheca. Houve até algumas das meninas que se negaram a entrar por achar aquilo tão nojento.

Rezam as lendas que aquela espécie de lama faz bem à pele. Claro que nós, os homens, não pusemos aquilo por causa dos hipotéticos benefícios, mas sim na brincadeira. Um de nós queria deixar aquilo secar até ficar rígido, mas não conseguiu que  já havia pouco calor.

Após o banho fomos visitar a ainda grande extensão de ruínas. É engraçado ler as explicações e tentar imaginar como eles viviam. Para um sítio tão remoto e sem sinalização, este espaço está muito bem cuidado.

 
 

Triatlo de Abrantes

03 Oct

Foi já há mais de um ano que meti na cabeça experimentar triatlo. No fim de semana passado aconteceu uma prova de trialto mesmo ao pé de onde eu estava e foi desta. Eu queria ter feito a versão sprint (750m natação, 20 km bicicleta e 5 km corrida), mas tal não foi possível porque tinha compromissos familiares à hora da prova. Então decidi participar na versão super sprint (300m natação, 8 km bicicleta e 2 km corrida). Esta versão curta até era ideal para eu me estrear, para conhecer a logística e como as coisas funcionam. Há um ano, no triatlo que ia fazendo, também era esta distância.

Chegámos cedo ao local e fui logo ver como se processava o registo. Recebi um chip para colocar no tornozelo, um autocolante com o meu número para colocar no selim da bicicleta, e um dorsal para colocar à cintura. Este dorsal não era necessário na parte da natação mas eu comecei logo com ele. Quando já tinha tudo dirigi-me à zona de transição e estacionei as bicicleta e preparei o cesto que me forneceram com o capacete, ténis de bicicleta e ténis de corrida. Pouco depois começou a prova.

Segmento de Natação – 300 m – 7m28s

Há muito tempo que não nadava em águas abertas, sendo que a última vez foram 1.5km no 8º Challenge 10 km.. Este percurso era muito pequeno e estava descansado. A única diferença é que não se pode fazer o segmento de natação em tronco nu, pelo que tive de comprar uma licra. Não sabia se isso me iria complicar os movimentos, mas a verdade é que nem dei por ela. Ao contrário das provas de águas abertas que já fiz, aqui a profundidade da água era muito baixa, por vezes até conseguíamos tocar no fundo. Isso fez com que a água ficasse toda suja de areia. Com um percurso tão pequeno comecei logo a nadar forte e a verdade é que me ressenti de não ter natação a sério há uns 2 meses. Fui quase dos últimos a acabar este segmento.

Quando cheguei ao parque de transição, surgiram as primeiras complicações por falta de experiência. Já tinha tirado os óculos e a touca, mas tive de colocar as meias e tinha os ténis da bicicleta muito apertados, ainda tive de estar a dar-lhes folga para os conseguir enfiar. Depois coloquei o capacete e lá fui eu para o segmento de bicicleta.

Segmento de Bicicleta – 8 km – 22m52s

No segmento de bicicleta, logo ao início consegui ultrapassar alguns concorrentes. O percurso era mais acidentado do que aquilo que eu tinha interpretado do mapa, mas a verdade é que não era nada complexo, tendo só algumas subidinhas. Assim que consegui comecei a tentar forçar um ritmo mais forte, mas a verdade é que o meu coração estava a todo o gás. Não estou nada habituado a ter de estar sempre ao sprint, estou mais habituado a provas de resistência. Consegui ter um ritmo aceitável e comecei na roda de 2 concorrentes, e depois ainda os consegui ultrapassar. A partir daí já não vi mais ninguém à minha frente, tirando os federados  que acabaram as duas voltas antes que eu acabasse a minha primeira. A certa altura as minhas pernas começaram a queixar-se, talvez dos 35 km de BTT que tinha feito no dia anterior. Mas o mais estranho foi ter começado a ficar com a boca super seca. Estou habituado a mal precisar de líquidos em provas de 1h, mas a verdade é que também não estou habituado a provas em que tenho de estar sempre a puxar pela velocidade.

Quando cheguei à transição, o spot da minha bicicleta estava ocupado e tive de andar a arranjar espaço. Trocar de ténis demorou algum tempo. Tanto tempo que algum pessoal que tinha ultrapassado de bicicleta teve tempo de chegar e abalar antes de eu me despachar.

Segmento de Corrida – 2 km – 5m45s

Comecei a correr e continuava a alta rotação. Pouco depois de começar estava uma menina a passar água, coisa que veio mesmo a calhar. Concentrei-me em estabelecer um ritmo bom, mas a verdade é que me pareceu que o resto do pessoal que andou mais ou menos comigo desapareceu. Não me sentia muito cansado mas também não me sentia com grandes energias para puxar mais. Ainda assim o percurso de corrida foi muito pacífico e até fiquei espantado por ter chegado à meta num total de 36 min. Quando acabei, havia abastecimento com água, laranjas e bananas.

Conclusão

Foi uma experiência muito agradável e gostei muito de toda a ajuda que me prestavam sempre que eu tinha dúvidas. O percurso estava bem marcado e tinha sempre pessoas nos sítios certos a tomar conta das coisas e a dar alguma orientação. Acabei quase em último, mas isso não me espanta já que a maior percentagem de participantes eram federados e até estavam títulos em jogo. Normalmente tenho provas com pessoal mais amador como eu e consigo ter mais companhia ao meu ritmo. Mas aqui era quase tudo xpto com umas bikes todas GT. Só reparei em dois ou três participantes com bicicleta BTT, de resto era praticamente tudo bicicletas específicas de triatlo.

Agora é ver quando é que há um triatlo sprint a jeito para experimentar essa distância. Já vai ser algo mais complicado, mas acho que fazível. Terei certamente é de ter a natação em dia antes de me aventurar.