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Archive for December, 2011

GoPRO Hero 2 no meu aquário

29 Dec

Tinha uma grande vontade de experimentar a Go PRO Hero 2 que recebi no natal algures debaixo de água, mas o tempo não está propriamente convidativo para ir à praia. Então olhei para o aquário, montei a casota, e vamos lá passear. Definitivamente esta máquina não foi feita para espaços fechados e pequenos, mas também tem montes de opções que ainda preciso de aprender.

Também aproveitei para dar um toque no meu canal do youtube, que está agora muito mais bonito. Aproveitei e criei algumas playlists: Aquário, Mar, Newton e Sebastião. Espero agora com o brinquedo novo conseguir criar outras novas e começar a encher mais aquilo.

 

Natal 2011

27 Dec

Este foi o segundo natal que passo com a minha mulher, mas o primeiro que passamos depois do casamento. No ano anterior houve algumas complicações de logística pelo que desta vez arriscámos e convidámos todas as pessoas mais próximas a vir passar o natal no lugar mais neutro: a nossa casa.

Fazer duas refeições para 12 pessoas no natal pode ser complicado. Começámos por pedir ajudar e delegar algumas coisas. Uns traziam doces, outros as bebidas, por aí fora. Pedimos também aos meus sogros para tratarem do bacalhau. Connosco ficou a tarefa de fazer o peru. Até calhou bem ter visto uns dias anteriores o Gordon Ramsey a explicar como ele preparava o peru. Nós fizemos muito parecido. Dois dias antes colocámos a perua de molho em água, fatias de limão e laranja, sal e alho. No próprio dia fizemos uma pasta com manteiga e temperos com a qual besuntámos todo o perú, inclusive colocámos a pasta entre a pele e a carne.

Também fizemos recheio com carne picada e frutos secos. Por volta das 14h já o forno a lenha estava quentinho e colocámos lá a perua. Em 5 min já estava bem tostadinha, tirámos, pusemos papel de prata e voltou ao quente. Se fosse hoje tinha começado logo com o papel de prata. Ainda tirámos para regrar uma ou duas vezes. Ficou tostadinho mas muito bom. Foi bem para primeira vez, mas da próxima vamos melhorar em várias coisas por certo.

Depois do jantar arriscámos e desafiámos o pessoal para um jogo de pictionary, num quadro grande branco que tenho na sala. Não seguimos o jogo, o que fizemos foi que ia um ao calhas, escolhia um cartão e tema, e desenhava. Quem adivinhasse ganhava um ponto. Os nossos pais e sogros aderiram em força e foi um serão super divertido, com direito a mímica e tudo.

Mais tarde vieram as prendas. Como de costume eu andava a picar a minha mulher para ver se descobria o que ela me dia dar, e estive lá quase. Acontece que ela já está a ficar profissional na arte de esconder as prendas. Ainda me iludiu ao dizer que me ia dar uma massagem a dois e quase me convenceu, apesar de isso ir contra todas as regras de comprar prendas para homens. No final abri isto:

Pois é. Uma Go PRO Hero 2. Já cá tinha falado que gostava imenso de ter uma máquina todo o terreno. Com esta vou poder começar a fazer umas reportagens porreiras dos passeios de bicicleta, trilhos pedestres e mergulhos. Ela já me ia dar uma coisa destas o ano passado mas não conseguiu reunir capital. Desta vez foi mais prática pediu ao meu cunhado para a comprar e depois do natal deu-me a conta.

Outra coisa que recebi da minha mana fora sais já temperados. Já tinha visto disto algures mas nunca me deu para os fazer. Ela deu-me uns recipientes todos bonitos com vários tipos de sal. Gosto em especial do sal de malaguetas. Cheira-me que agora tudo o que eu faça irá ter destes sais. Fora isso ainda recebi uma camisola para fazer exercício no frio, o que vai dar imenso jeito. Também ofereci à minha mulher um daqueles relógios com braceletes de diferentes cores que ela adorou.

Foi um natal muito bom sem dúvida.

 

Retiro Espiritual

20 Dec

Há uma tradição entre o meu grupo de amigos mais chegados, denominada de retiro espiritual. O conceito é simples: ficarmos 2 a 4 dias numa LAN na diversão. Mas este retiro foi especial, já que com vista a treinarmos para fazer o Caminho de Santiago no próximo ano, decidimos ir e vir de bicicleta até perto de Alenquer. Também tínhamos ideia de depois dar lá umas voltas para conhecer os cantos à terra. Quando não estivéssemos a andar de bicicleta, estaríamos a jogar o Dungeon Hunter: Alliance.

Tivemos muito azar com o tempo. No dia da partida estava um nevoeiro tão cerrado como nunca tinha visto. Ao início pensei que iria levantar mais tarde ou mais cedo, mas o certo é que não levantou. A acompanhar o nevoeiro estava um frio bem gelado que não nos largou a viagem toda. Como já tínhamos feito esta viagem por estrada, desta vez decidimos fazer sempre por trilhos, e para isso o meu cunhado elaborou um trajeto todo xpto.

O primeiro problema aconteceu lá por volta do km 15, quando ele reparou que o telemóvel só já tinha 20% de bateria, o que não era suficiente para fazer ainda os quase 50 km que faltavam. Na iminência de podermos ficar perdidos no mato, e também com base no imenso frio que sentíamos, decidimos fazer pela estrada, como já tínhamos feito da outra vez.

O segundo percalço foi uma pseudo-queda que ia acontecendo mesmo à minha frente. O nosso Jorginho ao tentar meter uma velocidade acima foge-lhe o pedal e leva com o pedal  em cheio no gémeo. Não foi tão sangrento como me aconteceu da outra vez, mas ainda deixou mazelas.

O frio nunca perdoou e sempre que parávamos para alguma coisa, era super custoso voltar a pegar no ritmo. Ainda assim fizemos um ritmo soberbo. Desta vez ninguém ficou pelo caminho e andávamos sempre a revezar na frente. A certa altura o Tiago começou a ficar mais debilitado por causa do frio e o Jorge por causa da perna e da bicicleta, e ainda tivemos para baixar o ritmo, mas mal se notou.

Chegámos com sabor a dever cumprido mas o frio fez vítimas: o Tiago até estava com as mãos todas inchadas. Tomámos uma banhoca quente e após almoçar lá fomos salvar o mundo. O dia seguinte teve muito bom, mas não pegámos nas bicicletas. Por um lado ainda estávamos fustigados pelo frio, e por outro surgiu um imprevisto ao Jorge e ele teria de ir embora mais cedo, pelo que tínhamos um prazo mais curto para salvar o mundo. Sábado teve muito mau tempo e domingo estivemos quase para vir de bicicleta mas o tempo ameaçou e acabámos por não vir.

Não foi um retiro onde fizemos tudo o planeado mas acabou por ser divertido como sempre. Ficámos de voltar a fazer isto mas dessa vez a ver se arranjamos um GPS para nos acompanhar. Até lá fica o total de 4h20m para fazer quase 67 km.

PS: Ver também os relatos do Nuno e do Tiago.

 

Dungeon Hunter: Alliance

15 Dec

Há uns dias estive reunido com uns amigos para uma jogatana. Éramos quatro e calhou-me a tarefa de arranjar um jogo para nos entreter. Eu queria o Dungeon Defenders, que é um jogo brilhante para jogar a 4, mas ainda não saiu na PSN Europa. Então fui investigar um outro jogo que já me tinha passado no radar há uns tempos: o Dungeon Hunter: Alliance.

E que jogão! O requisito era ser divertido e dar para 4 jogadores ao mesmo tempo. Quando o comprei, por uns míseros 13 euros, pensava que seria um action RPG simples e mindless, mas este jogo tornou-se épico. Não me recordo de ter jogado um action RPG em grupo em que fosse obrigatório definir classes e ter uma equipa equilibrada. Neste jogo era obrigatório ter um tank, era obrigatório fazer crowd control, era obrigatório ter um healer e era obrigatório ter bom DPS. Desde os tempos do WoW que não me passava pelas mãos um jogo assim tão polido. Parece que o fizeram mesmo à medida para 4 jogadores.

Nós passámos o jogo num total de 18h. A melhor parte foi sem dúvida os bosses. Houve vários que tivemos de repetir e repensar estratégias. O momento mais memorável foi mesmo nós todos aos berros no boss final a darmos instruções uns aos outros. Também achei super divertido ter os dois mages da equipa a passar imenso tempo a comprar os vestidos mais optimizados e depois a morrerem em 2s no campo de batalha. Claro que isto aumentava o leque de bocas e picardia entre nós, o que também contribuiu para bons momentos.

Este jogo numa palavra: Priceless.

 
1 Arzebiu

Artigo por Arzebiuzado em Jogos

 

Caminho de Santiago de Bicicleta

13 Dec

Há algum tempo que se começou a falar no meu grupo de amigos acerca de fazermos o Caminho de Santiago Português de bicicleta, a sair de Lisboa. A ideia surgiu na minha despedida de solteiro e tem estado em banho maria deste então. Mas há algum tempo o Tiago começou a tornar esta aventura mais a sério e mais concreta. Não sei bem qual o momento exato, mas acho que quando ele viu o filme The Way começou a fazer rolar tudo.

Fazer o Caminho de Santiago, mais que preparação física requer muita logística. São cerca de 10 dias a fazer uma média de 70  km por dia. Eu acho que nós fisicamente estamos preparados, mas é preciso considerar tudo o resto. Vamos de bicicleta, vamos ter de levar roupa, saco cama, documentos. Mesmo lavando e reaproveitando roupa ainda há muita coisa que temos de levar. Já temos um documento com as várias etapas da viagem, tal como todo o material que vamos precisar. Mesmo com tudo planeado há que contar sempre com imprevistos e avarias.

Também é preciso reservar 10 dias, o que se apanharmos dois fins de semana, ainda são 6 ou 7 dias de férias que vamos precisar de queimar, o que também pode ser problemático.

Em suma, há várias coisas a ponderar e vários problemas a resolver, mas já começo a ver muita motivação de alguns, tal como algumas reticências de outros. Por mim, estou muito entusiasmado com a ideia e até já a registei nos meus 1001 objetivos. Agora é continuar a planear, fazer alguns treinos longos pelo meios, e esperar que esta aventura se concretize e que seja em cheio!